Ex-jogador do Santos e da Seleção deu entrevista no auditório do hospital
Foto: Reuters
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Pelé, 74 anos, teve alta do Hospital Albert Einstein nesta terça-feira,
em São Paulo, depois de ficar internado durante 16 dias. O ex-jogador
teve uma infecção urinária, que se agravou para um quadro inflamatório
no corpo inteiro, segundo os médicos, e precisou ser levado à Unidade de
Tratamento Intensivo (UTI), onde ficou por seis dias.
O Rei do Futebol chegou ao auditório do hospital para falar com os
jornalistas acompanhado da namorada Márcia Aoki com dificuldades para
andar, mancando, mas mostrou bom humor. Depois, no entanto, falou sério e
admitiu que o susto foi grande. "Foi uma surpresa. Eu tive alguns
calafrios, mas era coisa que já tinha sentido outras vezes e não sabia
que poderia ser uma infecção. Pensei que ia passar logo, mas não foi
como eu esperava. Fiquei preocupado, mas não fiquei com medo de morrer
porque sou um homem de Três Corações", disse Pelé, em referência à sua
cidade natal, em Minas Gerais.
Atenção redobrada
Por conta de uma joelhada em disputa de bola quando ainda era jogador,
Pelé retirou um dos rins. Com o único que lhe restou com as funções
prejudicadas por causa da infecção, o ex-jogador teve de passar por uma
hemodiálise. Pelé ainda apresentou um quadro de "instabilidade clínica" e
também teve de tomar remédios para combater a bactéria que causou a
infecção e controlar a pressão arterial.
"Subi para cabecear, quebrei a 12ª vértebra e perfurei um rim. Fiz
tratamento, passei pomada, mas, pelos contratos do Santos, eu, Zito e
Pepe tínhamos de jogar sempre. Aí, quando estava no Cosmos, comecei a
sentir febre e o médico me disse que eu estava jogando com um rim só
porque o outro não funcionava, então operei em Nova York".
Pelé vai permanecer alguns dias em São Paulo antes de voltar para a sua
casa, no Guarujá. De acordo com o médico Fabio Nasri, o ex-jogador será
monitorado de perto nos próximos dias.
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