segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Mortes por dengue aumentaram 52%

O número de vítimas aumentou apesar do registro de casos de 2013 ter sido menor que o de 2012
A dengue continuou trazendo grandes perdas ao Ceará em 2013. Ao todo, 55 pessoas morreram vitimadas pela doença, 52,7% a mais que o ano anterior. O número de casos confirmados no Estado chegou a 24.657, de um total de 54.668 notificações, atingindo 163 municípios, ou seja, 88,6% das localidades. As informações são do último boletim epidemiológico da dengue de 2013, que compreende o período de 31 de dezembro de 2012 à 28 de dezembro deste ano, divulgado na última sexta-feira, 27, pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesa).
Ações de combate à reprodução do mosquito já estão sendo trabalhadas para 2014, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS). FOTO: Lucas de Menezes
Embora o número de vítimas fatais tenha sido superior ao ano de 2012, quando 36 pessoas morreram no Estado, os casos confirmados no ano passado foram bem maiores, com um total de 51.701 pessoas atingidas. Entre os óbitos do ano de 2013, 30 foram na Capital e 25 no interior. Já em relação aos casos confirmados, as cidades com maiores índices foram Fortaleza, com 8.682 pessoas atingidas (35,2%) e Maracanaú, com 1.665 casos confirmados (6,7%).

Fortaleza
Na Capital, o maior número de casos confirmados foi na Secretaria Executiva Regional V (SER V), com um total de 2.384 registros. O bairro mais atingido foi o Mondubim, com 389 pessoas acometidas pela doença.
Ações de combate à reprodução do mosquito transmissor já estão sendo trabalhadas para o ano de 2014, segundo esclareceu a coordenadora do Núcleo de Controle de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Socorro Furtado.
O plano de contingência, explica ela, consiste nos controles mecânico, químico e biológico do mosquito, que são realizados durante todo o ano, mas intensificados no início do anos em virtude da quadra chuvosa.
Socorro Furtado destaca que as ações consistem na vedação de depósitos durante as visitas aos pontos estratégicos e o trabalho das equipes de controle químico com equipamentos costais.
Além disso, a coordenadora afirma que é feito um levantamento para verificar o índice de infestação em diferentes localidades. “É uma pesquisa e, dependendo do resultado, direcionamos ações para aqueles locais”, disse. Também são realizadas, conforme ela, visitas domiciliares com a realização de trabalhos educativos.

Renato BezerraRepórter

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