domingo, 7 de dezembro de 2014

Receita de extrato de tomate criada por estudantes caririenses protege contra o câncer

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Pesquisas foram feitas em menos de 1 ano
(FOTO: Arquivo pessoal/Ricardo Ferreira) - See more at: http://www.c1cariri.com/2014/11/receita-de-extrato-de-tomate-criada-por.html#sthash.KU7SoITN.dpuf
Pesquisas foram feitas em menos de 1 ano
(FOTO: Arquivo pessoal/Ricardo Ferreira)

Além do sabor marcante e gostoso, o tomate tem uma composição nutritiva pra lá de especial quando o assunto é saúde. O licopeno, antioxidante que dá a cor vermelha ao alimento, quando absorvido pelo organismo, impede e repara danos às células na ação de radicais livres. Pensando nisso, duas estudantes do interior do Ceará desenvolveram uma receita de extrato de tomate concentrado para proteger contra o câncer, principalmente o de próstata.
As alunas do curso de Edificações, do Instituto Federal de Educação Tecnológica do Ceará (IFCE) de Juazeiro do Norte, a 535 quilômetros de Fortaleza, tiveram a ideia há menos de um ano. “Andando nas feiras da cidade, a gente percebeu que o licopeno é bastante desperdiçado. A dona de casa procura sempre comprar o tomate que não está tão maduro, mas eles, os mais verdes, não têm disponibilidade tão grande de licopeno”, explica Karla Graziely, de 18 anos.
A partir de pesquisas ao lado da estudante Camila Melo e do professor Ricardo Ferreira, a jovem atentou para o fato de que os moradores da Região do Cariri deveriam utilizar em suas receitas o tomate maduro, impulsionando a ação do licopeno para prevenir contra o câncer de próstata, de mama ou de fígado, e contra as doenças cardiovasculares.

Cada 100 gramas de tomate maduro pode fornecer de 3,1 a 7,7 mg de licopeno. A substância ajuda a retardar ainda o envelhecimento das células e pode, assim, proteger contra os danos causados pelos raios ultravioletas. Vale lembrar, entretanto, que o nutriente é melhor absorvido após ter passado por aquecimento, como acontece no preparo do molho de tomate. Isso porque o rompimento das paredes celulares facilita o contato com a mucosa intestinal.
O processo de industrialização do tomate possui alto teor de calorias e de sódio. As estudantes recomendam, então, a produção de molhos de tomates naturais. A ideia mais simples das jovens para fazer o extrato de tomate caseiro foi usando 4 kg de tomate, 1 xícara de vinagre e 1 colher de sal. O modo de preparo é fácil: aquecer todos os ingredientes em uma panela no fogo, em seguida colocar no liquidificador, depois despejar todo o molho na panela e mexer até ficar concentrado.
“Dessa forma, a gente evita o uso dos extratos convencionais, que contêm sódio como conservante e açúcar. Como o nosso extrato é feito de forma caseira, não precisa de conservante”, conta Karla. “Elas fizeram um extrato de tomate sem aditivo e com um pH baixíssimo”, comemora o professor do IFCE, Ricardo Ferreira. Segundo Karla, as pessoas não precisam nem se preocupar com a validade do molho, porque é recomendado usar todo dia. “Quanto mais consumir, melhor vai ser para o organismo”, acrescenta.
O experimento foi apresentado em feiras, e as estudantes pretendem ministrar um curso de manipulação do alimento para as comunidades da região. “Muita gente não sabia que o tomate verde e o maduro tinham propriedades diferentes. A gente quer que a ideia vá adiante, que não seja somente na nossa cidade, mas que todos saibam da importância do fruto”, conclui.
Fonte: Tribuna do Ceará
Além do sabor marcante e gostoso, o tomate tem uma composição nutritiva pra lá de especial quando o assunto é saúde. O licopeno, antioxidante que dá a cor vermelha ao alimento, quando absorvido pelo organismo, impede e repara danos às células na ação de radicais livres. Pensando nisso, duas estudantes do interior do Ceará desenvolveram uma receita de extrato de tomate concentrado para proteger contra o câncer, principalmente o de próstata.
As alunas do curso de Edificações, do Instituto Federal de Educação Tecnológica do Ceará (IFCE) de Juazeiro do Norte, a 535 quilômetros de Fortaleza, tiveram a ideia há menos de um ano. “Andando nas feiras da cidade, a gente percebeu que o licopeno é bastante desperdiçado. A dona de casa procura sempre comprar o tomate que não está tão maduro, mas eles, os mais verdes, não têm disponibilidade tão grande de licopeno”, explica Karla Graziely, de 18 anos.
A partir de pesquisas ao lado da estudante Camila Melo e do professor Ricardo Ferreira, a jovem atentou para o fato de que os moradores da Região do Cariri deveriam utilizar em suas receitas o tomate maduro, impulsionando a ação do licopeno para prevenir contra o câncer de próstata, de mama ou de fígado, e contra as doenças cardiovasculares.
Cada 100 gramas de tomate maduro pode fornecer de 3,1 a 7,7 mg de licopeno. A substância ajuda a retardar ainda o envelhecimento das células e pode, assim, proteger contra os danos causados pelos raios ultravioletas. Vale lembrar, entretanto, que o nutriente é melhor absorvido após ter passado por aquecimento, como acontece no preparo do molho de tomate. Isso porque o rompimento das paredes celulares facilita o contato com a mucosa intestinal.
O processo de industrialização do tomate possui alto teor de calorias e de sódio. As estudantes recomendam, então, a produção de molhos de tomates naturais. A ideia mais simples das jovens para fazer o extrato de tomate caseiro foi usando 4 kg de tomate, 1 xícara de vinagre e 1 colher de sal. O modo de preparo é fácil: os tomates devem estar bem maduros. Os cálices devem ser cortados. Em seguida fazer um cozimento rápido para melhor soltar a pele. Bater no liquidificador ou despolpar. Passar em uma peneira, retirando as sementes e as cascas. Colocar numa panela, acrescentar 50 mL de vinagre e uma colher de sal para cada 4 Kg de tomate, o vinagre pode ser aos poucos. Cozinhar em fogo alto, mexendo sempre

com uma colher de madeira, de preferência, até começar a engrossar. Fica uma delícia, e pode ser utilizado para fabricar Catchup e outras produtos.
“Dessa forma, a gente evita o uso dos extratos convencionais, que contêm sódio como conservante e açúcar. Como o nosso extrato é feito de forma caseira, não precisa de conservante”, conta Karla. “Elas fizeram um extrato de tomate sem aditivo e com um pH baixíssimo”, comemora o professor do IFCE, Ricardo Ferreira. Segundo Karla, as pessoas não precisam nem se preocupar com a validade do molho, porque é recomendado usar todo dia. “Quanto mais consumir, melhor vai ser para o organismo”, acrescenta.
O experimento foi apresentado em feiras, e as estudantes pretendem ministrar um curso de manipulação do alimento para as comunidades da região. “Muita gente não sabia que o tomate verde e o maduro tinham propriedades diferentes. A gente quer que a ideia vá adiante, que não seja somente na nossa cidade, mas que todos saibam da importância do fruto”, conclui.
Fonte: Tribuna do Ceará  
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Além do sabor marcante e gostoso, o tomate tem uma composição nutritiva pra lá de especial quando o assunto é saúde. O licopeno, antioxidante que dá a cor vermelha ao alimento, quando absorvido pelo organismo, impede e repara danos às células na ação de radicais livres. Pensando nisso, duas estudantes do interior do Ceará desenvolveram uma receita de extrato de tomate concentrado para proteger contra o câncer, principalmente o de próstata.
As alunas do curso de Edificações, do Instituto Federal de Educação Tecnológica do Ceará (IFCE) de Juazeiro do Norte, a 535 quilômetros de Fortaleza, tiveram a ideia há menos de um ano. “Andando nas feiras da cidade, a gente percebeu que o licopeno é bastante desperdiçado. A dona de casa procura sempre comprar o tomate que não está tão maduro, mas eles, os mais verdes, não têm disponibilidade tão grande de licopeno”, explica Karla Graziely, de 18 anos.
A partir de pesquisas ao lado da estudante Camila Melo e do professor Ricardo Ferreira, a jovem atentou para o fato de que os moradores da Região do Cariri deveriam utilizar em suas receitas o tomate maduro, impulsionando a ação do licopeno para prevenir contra o câncer de próstata, de mama ou de fígado, e contra as doenças cardiovasculares.
Cada 100 gramas de tomate maduro pode fornecer de 3,1 a 7,7 mg de licopeno. A substância ajuda a retardar ainda o envelhecimento das células e pode, assim, proteger contra os danos causados pelos raios ultravioletas. Vale lembrar, entretanto, que o nutriente é melhor absorvido após ter passado por aquecimento, como acontece no preparo do molho de tomate. Isso porque o rompimento das paredes celulares facilita o contato com a mucosa intestinal.
O processo de industrialização do tomate possui alto teor de calorias e de sódio. As estudantes recomendam, então, a produção de molhos de tomates naturais. A ideia mais simples das jovens para fazer o extrato de tomate caseiro foi usando 4 kg de tomate, 1 xícara de vinagre e 1 colher de sal. O modo de preparo é fácil: os tomates devem estar bem maduros. Os cálices devem ser cortados. Em seguida fazer um cozimento rápido para melhor soltar a pele. Bater no liquidificador ou despolpar. Passar em uma peneira, retirando as sementes e as cascas. Colocar numa panela, acrescentar 50 mL de vinagre e uma colher de sal para cada 4 Kg de tomate, o vinagre pode ser aos poucos. Cozinhar em fogo alto, mexendo sempre

com uma colher de madeira, de preferência, até começar a engrossar. Fica uma delícia, e pode ser utilizado para fabricar Catchup e outras produtos.
“Dessa forma, a gente evita o uso dos extratos convencionais, que contêm sódio como conservante e açúcar. Como o nosso extrato é feito de forma caseira, não precisa de conservante”, conta Karla. “Elas fizeram um extrato de tomate sem aditivo e com um pH baixíssimo”, comemora o professor do IFCE, Ricardo Ferreira. Segundo Karla, as pessoas não precisam nem se preocupar com a validade do molho, porque é recomendado usar todo dia. “Quanto mais consumir, melhor vai ser para o organismo”, acrescenta.
O experimento foi apresentado em feiras, e as estudantes pretendem ministrar um curso de manipulação do alimento para as comunidades da região. “Muita gente não sabia que o tomate verde e o maduro tinham propriedades diferentes. A gente quer que a ideia vá adiante, que não seja somente na nossa cidade, mas que todos saibam da importância do fruto”, conclui.
Fonte: Tribuna do Ceará  
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