| Segundo a presidente, além de ampliar o acesso à água, a Transposição reforça economia, com impacto na geração de emprego |
Mais do que uma obra que ampliará o acesso à água no Nordeste, a Transposição do Rio São Francisco será responsável por ajudar a restringir os impactos da crise econômica mundial sobre o Brasil.
É parte dos esforços do governo federal, conforme destacou a presidente Dilma Rousseff, em conversa com a imprensa em Juazeiro do Norte, de acelerar o investimento e, a partir disso, assegurar o crescimento da economia nacional.
É parte dos esforços do governo federal, conforme destacou a presidente Dilma Rousseff, em conversa com a imprensa em Juazeiro do Norte, de acelerar o investimento e, a partir disso, assegurar o crescimento da economia nacional.
"Esta é uma importante etapa para o Brasil e para o mundo. Vivemos uma crise internacional. O governo disse que vai acelerar o investimento, e eu estou aqui para isso. A Transposição tem seu papel econômico, que é de gerar emprego, novas demandas e contratar gente. Vai assegurar que a economia continue se mexendo", disse.
A obra também será responsável pelo surgimento de um círculo virtuoso. A partir da Transposição do Rio São Francisco, outros projetos serão tocados no Nordeste, gerando ainda mais emprego, renda e, de acordo com a presidente, criando condições de se ter uma agricultura diferenciada, em uma região caracterizada pela seca, onde a irrigação é um grande ganho.
Entre esses intentos que seguem o rastro das intervenções no Velho Chico estão a Adutora do Agreste e o Cinturão das Águas do Ceará (CAC).
A primeira será em Pernambuco e tem o objetivo de universalizar o abastecimento de água a cerca de dois milhões de pessoas, trazendo, aproximadamente, quatro mil litros por segundo através do Ramal do Agreste, que deriva do Eixo Leste da Integração do rio São Francisco.
Já o Cinturão das Águas envolverá todo o Ceará através de um conjunto de canais e adutoras, dando segurança hídrica a 92% da população. A partir da Transposição, serão disponibilizados 45 mil metros cúbicos de água por segundo para o Estado, que será levada por seu território, perenizando todas as grandes bacias. O CAC será formado por um canal principal que margeará a Chapada do Cariri, para depois atravessar as bacias do Alto Jaguaribe e Poti-Parnaíba, atingindo a bacia do Acaraú.
DIEGO BORGES
REPÓRTER
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