O consórcio BWM (Brisanet, Wirelink e Mob Telecom) apresentou a melhor proposta no pregão presencial na Seplag, na última segunda-feira, cujo objetivo era concessão de infraestrutura excedente de fibras ópticas apagadas que compõem o Cinturão Digital
do Ceará (Lote 2), e, em março de 2015 deve iniciar as operações para
oferecer internet de alta velocidade (até 400 GB/s) para empresas e
consumidores finais no Estado.
O consórcio pagou R$ 600 mil, que foi o investimento inicial
representando pelo adiantamento da contribuição física. A Brisanet tem a
maior fatia do investimento, com 50% e encabeça o consórcio. Mob e
Wirelink vão, cada um, entrar com 25% do valor total. Mensalmente, o
consórcio irá pagar cerca de R$ 150 mil ao Governo do Estado. Somados a
este valor há mais 5% de garantia sobre a contribuição fixa (em torno de
R$ 60 mil). No total, em um ano, o investimento será de R$ 1,8 milhão.
Além disso, haverá o custo com compra de equipamento de ponta pelo
consórcio que será de R$ 4,5 milhão para iluminar as fibras e fazer o
Cinturão funcionar na prática.
As três empresas estão na fase de fechamento de contrato. Em seguida,
BrisaNet, Wirelink e MobTelecom irão para a fase de contratação de
equipamentos. Segundo Manoel Quintinho Jr, diretor Executivo da
controladora da Mob Telecom, a tecnologia que será usada é a DWDM, que
pode suportar até 400GB/s com alta perfomance, além da velocidade. “Isso
irá possibilitar telefonia via internet com qualidade 100%, tecnologia
via televisão, o famoso iptv como o Netflix. Diversificar esta
tecnologia com esta velocidade vai levar o sonho do governador (Cid
Gomes) com todo mundo do Estado com banda larga. Haverá a inclusão
digital no Interior do Estado”.
De acordo com Sayde Bayde, diretor de Data Center da Mob, o
investimento do consórcio irá gerar até 3 mil empregos diretos e
indiretos. Além disso, em termos práticos, com esta rede, a Mob vai
conseguir expandir o serviço de data centers dela para todo o Estado do
Ceará. “Quem quiser partir para a nuvem eles vão poder oferecer uma
nuvem como se fosse dentro da empresa, visto que a velocidade prometida é
de 1 milisegundo. Uma conexão via internet com a nuvem é 100 a 200
milisegundos, dependendo da conexão dele com a Web”.
Quem vai se instalar ou já está instalado no Ceará, com o Cinturão
Digital, terá acesso a internet com maior facilidade e qualidade.
“Depois de iluminada, a fibra vai poder atender a todas as empresas e
consumidores finais nos municípios cearenses”, garantiu Manoel.
Etice
Segundo Marcial Porto Fernandez, assessor técnico da Etice, com a
entrada do Consórcio, haverá uma redução dos custos de operação do
Cinturão Digital, bem como ampliação do projeto. E isso será revestido
em benefício para a população. "Hoje só temos dois cabos sendo usado dos
24 existentes. Era uma capacidade ociosa que agora será utilizada",
finalizou Fernandez. Em 2015 haverá um pregão para os lotes 3 e 4 do
Cinturão Digital.
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