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O deputado federal pelo PP-RJ minimizou as representações que o acusam de quebra de decoro parlamentar
Foto: agência câmara
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Brasília O Conselho Nacional de Direitos Humanos
(CNDH) anunciou, ontem, que vai protocolar uma representação junto à
Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado Jair Bolsonaro
(PP-RJ). A ação do órgão vinculado à Secretaria de Direitos Humanos da
Presidência da República foi motivada pelo discurso de Bolsonaro na
última terça-feira (9), quando ele disse que não estupraria a deputada
Maria do Rosário (PT-RS) porque ela "não merece".
Assim como PT, PCdoB, PSOL e PSB, a CNDH decidiu que também protocolará
representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados pedindo a
cassação do deputado. A representação contra Bolsonaro é o primeiro ato
oficial do conselho.
Os membros do CNDH tomaram posse na última quarta-feira (10) durante a
cerimônia de entrega do Prêmio Direitos Humanos 2014, no Itamaraty.
Já em reunião no Congresso para avaliar o relatório da Comissão
Nacional da Verdade (CNV), realizada ontem, Jair Bolsonaro foi
hostilizado.
O deputado minimizou as representações que o acusam de quebra de decoro parlamentar.
"É um direito deles representar. Eu já respondi a mais de 30 processos de cassação nesta Casa", respondeu.
Comissão da Verdade
Bolsonaro anunciou a apresentação de um projeto de lei criando a Comissão da Verdade (CV).
Segundo ele, os trabalhos da CNV foram parciais, "revanchistas e
caluniosos". O objetivo dessa nova comissão seria "apurar muitos crimes
cometidos pela esquerda contra agentes do Estado" durante a ditadura
militar.
O prazo para apresentação do relatório final seria 10 de dezembro de 2017.
O deputado propõe que os mesmos integrantes da Comissão Nacional da
Verdade participem do novo colegiado e que investiguem casos de outros
períodos. A morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, em
janeiro de 2002 foi um dos exemplos citados.
Nos fatos listados no projeto, Bolsonaro propõe que a CV apure em que
condições o ex-deputado José Dirceu fez cirurgia plástica em Cuba
durante o exílio e como o Comitê de Segurança do Estado da antiga União
Soviética (KGB) forneceu carteira de identidade e salário ao jornalista
Ancelmo Gois.

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