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O acabamento rústico, como em Aracati, caracteriza a nova construção
Foto: Jéssyca Marques
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Cruz Após três anos de obras, o Aeroporto
Internacional de Jericoacoara tem inauguração marcada para o próximo
sábado, dia 20. Capaz de receber até 1,2 mil voos por ano, ele vai
servir também para o escoamento da produção agrícola das regiões Norte e
da Ibiapaba, principalmente na exportação de flores e frutas para a
Europa. Sua construção demandou investimentos de aproximadamente R$ 56
milhões, Proinvest, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES).
O equipamento vai encurtar a viagem entre Fortaleza e a praia mais
famosa do Ceará em cinco horas, passando das atuais seis horas por via
terrestre para apenas uma hora. Mesmo recebendo o nome da famosa praia, o
aeroporto vai ficar a cerca de 25 Km da localidade, no município de
Cruz, pois a praia é cercada pelo Parque Nacional das Dunas de
Jericoacoara.
O terminal de passageiros de Jeri tem aparência rústica, com janelas e
parede em vidro e cobertura de taubilhas, espécie de telha de madeira. A
pista terá comprimento de 2,2 mil metros e 45 metros de largura, o que
permite o pouso e decolagem de aeronaves de grande porte, como o Boeing
767-300, padrão para o projeto. Também estão previstas alfândega e
Polícia Federal. Isso significa que vai receber voos internacionais sem
necessidade de conexão no Aeroporto Pinto Martins, em Fortaleza.
Para os entornos do Aeroporto, a Secretaria do Turismo do Ceará (Setur)
possui dois programas de valorização de comunidades turísticas. Um
deles beneficia o Litoral Oeste, onde se encontram Cruz e Jericoacoara, o
Programa de Valorização da Infraestrutura Turística do Litoral Oeste
(Proinftur). As obras buscam facilitar o acesso da população aos espaços
públicos dos destinos turísticos da região. Em Jeri, serão feitas
melhorias urbanísticas à beira-mar, estacionamento, caminho para
pedestres e pontos de acessos às lagoas. Em Cruz, haverá melhorias
urbanísticas à beira-mar.
Finalização
Segundo a assessoria de comunicação da Setur, as obras no Aeroporto
Internacional de Jericoacoara se encontram em finalização, como
cobertura do piso, implantação do telhado metálico e outras
particularidades, como a cobertura com palha. Informa, ainda, que busca
homologação para que o Aeroporto Internacional de Jericoacoara receba
voos comerciais.
O secretário de Turismo de Cruz, Agnaldo de Menezes, destaca que o
investimento é importante para a consolidação da região como destino
turístico internacional, abrangendo todas as praias e serras por perto.
"Para que o destino seja realmente consolidado, é de suma importância
que haja um aeroporto a até 70km de distância. Além da praia de
Jericoacoara, o Preá, Camocim e Acaraú serão alguns dos destinos
privilegiados com a chegada do aeroporto", afirma.
A pista já concluída teve investimento de R$ 47,4 milhões. Possui 2,2
mil metros de extensão. É a segunda maior do Estado. "O transporte aéreo
é hoje o mais popular. A construção da estrada que liga Viçosa do Ceará
a Granja torna o acesso à serra ainda mais rápido para as produções
daquela região", aponta.
O secretário afirma o empreendimento vem para atender toda a região,
servindo como alternativa para a população local que busca um meio mais
rápido de chegar à Capital. Ele ressalta que cada ação deve ser pensada
em conjunto regional, abrangendo diversos órgãos: "o aeroporto servirá
para a Rota da Emoção, que compreende Maranhão, Piauí e Ceará".
Dragão do Mar segue sem operar voos regulares
Aracati O Aeroporto Dragão do Mar, em Aracati, segue
sem operações de voos regulares. O equipamento foi inaugurado em agosto
de 2012 e precisou fazer algumas adequações para ficar apto a receber
voo charter, o que ainda está em negociações com empresas aéreas.
Para ser liberado para esses voos, o aeroporto aguarda homologação da
brigada de incêndio, já construída e com um carro de bombeiros, além
disso faltam equipamentos da sala de controle de tráfego aéreo. De
acordo com o administrador, Tomás de Oliveira, apenas questões
burocráticas precisam ser concluídas para o aeroporto operar com voos
regulares.
Para o diretor da Associação dos Empreendedores de Canoa Quebrada
(ASDECQ), Ruy Oliveira, a demora é compreensível, já que para operar
voos é preciso interesse de empresas aéreas. "O destino Canoa Quebrada é
vendido por várias empresas aéreas do Brasil, o que demonstra demanda.
Somo um dos destinos mais procurados no País. Estamos cientes das
negociações de algumas empresas com o Governo e temos assegurado, junto à
Secretaria de Turismo do Estado, a compra de algumas cadeiras para
incentivar as empresas a operarem diretamente para Aracati", ressaltou.
Há uma expectativa positiva por parte da diretoria da ASDECQ de que haja
boas notícias para o primeiro semestre do ano que vem.
Jéssyca Rodrigues/ Ellen Freitas
Colaboradoras
Colaboradoras

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