| Belchior, Fagner e Ednardo dividem o palco |
Apesar da parceria em algumas músicas, entre elas o sucesso Mucuripe (1971), o cantor Raimundo Fagner relevou não ter amizade com compositor Belchior. Em entrevista a Rádio Gaúcha (RS) nesta sexta-feira (11), Fagner foi questionado sobre o paradeiro do cantor que escolheu o anonimato depois da fama e disse não ter boas recordações do colega de ofício.
“As pessoas pensam que eu sou amigo do Belchior pela parceria. A gente nunca foi amigo. Belchior começou comigo lá no Ceará e foi o meu grande parceiro, mas depois que nós chegamos no Rio nossos caminhos foram absolutamente contrários. Nós nunca tivemos amizade, por mais que eu sempre tivesse admiração pela qualidade do Belchior como artista. Eu e o Belchior não tivemos nunca uma relação próxima, o meu grande parceiro foi o Fausto Nilo, que é cearense também”, esclareceu o cantor. Para encerrar a pergunta dos radialistas gaúchos, Fagner mudou o tom, e aos risos soltou: “Eu não sei onde está o Belchior, aliás, eu não quero nem saber“.
Os cearenses gravaram em 1980 pela Continental o disco “Juntos – Fagner e Belchior” com doze faixas, entre elas Ave Noturna, Riacho do Navio, A Palo Seco e Na Hora do Almoço. O álbum de lançamento de Fagner, “Maneira Fru Fru”, foi reeditado em 1991 com as composições da parceira “Caixa de Segredos” e “Romanza” (de Fagner, Belchior e Fausto Nilo).
Em Porto Alegre para cumprir agenda, Fagner falou com muito carinho da parceria com Elis Regina, cantora gaúcha morta em 1982, a quem atribui o sucesso profissional de sua carreira como compositor. “Tudo na minha vida aconteceu da forma que aconteceu por causa dela. Eu já estava tentando voltar para a universidade que tinha largado em Brasília quando eu soube que ela estava cantando minhas músicas no teatro de uma fita que eu deixei com o Roberto Menescal (produtor). A partir dali minha vida mudou. Eu morava em um barraco, uma kitnet no Rio de Janeiro, sem cama nem nada e ela me levou pra morar na casa dela com o Ronaldo Bôcoli (produtor marido de Elis), me arranjou produtor, empresário, tudo”, relembrou Fagner.
Por: verdinha
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