sábado, 11 de outubro de 2014

Time do Ceará ganha do Bragantino com ajuda do atacante Mota, volta ao G4 e agora vai torcer para o Icasa bater o Avaí

Meia Nikão comemora seu gol fazendo gesto de silêncio aos críticos
Meia Nikão comemora seu gol fazendo gesto de silêncio aos críticos
Foto: Bruno Gomes
 
O Ceará conseguiu seu objetivo. Venceu o Bragantino por 1 a 0, ontem, na Arena Castelão, e retornou ao G4, assumindo provisoriamente a quarta colocação, com 50 pontos.
Hoje, o Vovô pode ser ultrapassado pelo Avaí, por isso, a torcida alvinegra vai ficar na torcida pelo Icasa, adversário da equipe catarinense, em Floripa.
Agora, na próxima rodada, a equipe alvinegra enfrenta um concorrente direto na luta pelo acesso, o Joinville. A partida está marcada para o próximo sábado, às 16h10, no Arena Joinville. Enquanto o Bragantino, no mesmo dia e horário, recebe o América/RN, em Bragança Paulista, no Estádio Nabi Abi Chedid.
Jogo
Com o mesmo esquema dos jogos anteriores, dois volantes e dois meias, o Ceará também manteve o ímpeto e a iniciativa de buscar o gol. Com Marcos pela direita e Samuel Xavier pela esquerda, o time alvinegro explorava os lados, já que pelo meio, as investidas de Nikão, Lulinha e Magno Alves não furava a defesa paulista. Por isso, o gol só saiu em cobrança de bola parada. Aos 23min, Nikão bateu rasteiro com força, o ex-atacante e ídolo da torcida do Ceará, Mota, acabou desviando e a bola foi parar no fundo das redes: 1 a 0.

Na celebração, o meia alvinegro colocou o dedo na frente da boca pedindo silêncio. "Fico feliz por poder ajudar meu time. Esse gol é para os que vinham me criticando", declarou o camisa 10 do Vovô.
Enquanto Mota reconheceu o vacilo. "Faz parte do jogo. A bola desviou em mim e não tive como evitar", admitiu o atacante do Bragantino.
O Ceará, contudo, poderia ainda ter ampliado na primeira etapa. Em belo cruzamento de Marcos, da direita, o goleiro Matheus não alcançou a bola, que bateu no peito de Bill e foi caprichosamente para fora.
A partida ficou aberta, o problema erra o último passe e a falta de pontaria dos dois times. A equipe paulista ainda teve uma ótima oportunidade no primeiro tempo para empatar. Aos 38min em cruzamento, de Bruno Recife, Antônio Flávio cabeceou com perigo, mas a bola foi pra fora, assustando Luís Carlos.
Na etapa complementar, as duas equipes não diminuiram o ritmo, mas o último passe, errado, acabava sendo decisivo para o sistema defensivo não dar brecha para os atacantes.
Atrás no placar, o Bragantino arriscou na entrada do atacante Léo Jaime na vaga do meia Magno, mas era o Ceará quem estava mais próximo de ampliar do que levar o empate.
E o segundo gol alvinegro só não saiu, porque Lulinha não caprichou no chute. Após bela jogada, em que driblou dois adversários dentro da área, a batida foi fraca para a defesa do Matheus.
Para segurar o placar, o técnico Sérgio Soares tirou o meia Nikão e colocou o volante Amaral. O time paulista, então, aumentou a pressão, mas sem pontaria não conseguiu o empate.
Acesso para entrar bem mais tranquilo
Depois dos inúmeros problemas identificados na última terça-feira, antes e depois da partida entre Ceará e Sampaio Corrêa pela Série B no Castelão, o torcedor alvinegro não passou por tantas complicações para acompanhar seu time diante do Bragantino, ontem à noite.
Se na rodada passada, o torcedor enfrentou filas nas bilheterias para comprar ingressos eram longas, e depois, já com ingresso na mão, sofrer para passar pelas catracas, desta vez, os alvinegros entraram no Castelão com mais tranquilidade. Em certos momentos as filas eram vistas em algumas bilheterias, porém, o torcedor adquiria rapidamente seu ingresso. O estudante Rafael Silveira, de 22 anos, esperava um novo sufoco, mas conseguiu comprar e entrar no estádio em 10 minutos. "Comprei rapidamente. Tinham seis pessoas na frente, mas foi rápido. Ruim mesmo foi chegar. O horário das 19h30 prejudica e chega todo mundo de uma vez só. Mas no jogo passado, sofri", lembra.
O horário foi um complicador para o jogo, maior que a acessibilidade do estádio. Depois de que bola rolou, com meia hora de jogo ainda chegavam torcedores, mas grande parte do público acompanhou desde o início.
O torcedor Herculano Barreto, ainda estava nos elevadores quando o gol do Ceará saiu, aos 23 minutos. "O jogo começou, mas eu ainda vi torcedores chegando. Eu já tinha ingresso. Atrasei porque não consegui sair do trabalho", comentou.

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