Meia Nikão comemora seu gol fazendo gesto de silêncio aos críticos
Foto: Bruno Gomes
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O Ceará conseguiu seu objetivo. Venceu o Bragantino por 1 a 0, ontem,
na Arena Castelão, e retornou ao G4, assumindo provisoriamente a quarta
colocação, com 50 pontos.
Hoje, o Vovô pode ser ultrapassado pelo Avaí, por isso, a torcida
alvinegra vai ficar na torcida pelo Icasa, adversário da equipe
catarinense, em Floripa.
Agora, na próxima rodada, a equipe alvinegra enfrenta um concorrente
direto na luta pelo acesso, o Joinville. A partida está marcada para o
próximo sábado, às 16h10, no Arena Joinville. Enquanto o Bragantino, no
mesmo dia e horário, recebe o América/RN, em Bragança Paulista, no
Estádio Nabi Abi Chedid.
Jogo
Com o mesmo esquema dos jogos anteriores, dois volantes e dois meias, o
Ceará também manteve o ímpeto e a iniciativa de buscar o gol. Com
Marcos pela direita e Samuel Xavier pela esquerda, o time alvinegro
explorava os lados, já que pelo meio, as investidas de Nikão, Lulinha e
Magno Alves não furava a defesa paulista. Por isso, o gol só saiu em
cobrança de bola parada. Aos 23min, Nikão bateu rasteiro com força, o
ex-atacante e ídolo da torcida do Ceará, Mota, acabou desviando e a bola
foi parar no fundo das redes: 1 a 0.
Na celebração, o meia alvinegro colocou o dedo na frente da boca
pedindo silêncio. "Fico feliz por poder ajudar meu time. Esse gol é para
os que vinham me criticando", declarou o camisa 10 do Vovô.
Enquanto Mota reconheceu o vacilo. "Faz parte do jogo. A bola desviou
em mim e não tive como evitar", admitiu o atacante do Bragantino.
O Ceará, contudo, poderia ainda ter ampliado na primeira etapa. Em belo
cruzamento de Marcos, da direita, o goleiro Matheus não alcançou a
bola, que bateu no peito de Bill e foi caprichosamente para fora.
A partida ficou aberta, o problema erra o último passe e a falta de
pontaria dos dois times. A equipe paulista ainda teve uma ótima
oportunidade no primeiro tempo para empatar. Aos 38min em cruzamento, de
Bruno Recife, Antônio Flávio cabeceou com perigo, mas a bola foi pra
fora, assustando Luís Carlos.
Na etapa complementar, as duas equipes não diminuiram o ritmo, mas o
último passe, errado, acabava sendo decisivo para o sistema defensivo
não dar brecha para os atacantes.
Atrás no placar, o Bragantino arriscou na entrada do atacante Léo Jaime
na vaga do meia Magno, mas era o Ceará quem estava mais próximo de
ampliar do que levar o empate.
E o segundo gol alvinegro só não saiu, porque Lulinha não caprichou no
chute. Após bela jogada, em que driblou dois adversários dentro da área,
a batida foi fraca para a defesa do Matheus.
Para segurar o placar, o técnico Sérgio Soares tirou o meia Nikão e
colocou o volante Amaral. O time paulista, então, aumentou a pressão,
mas sem pontaria não conseguiu o empate.
Acesso para entrar bem mais tranquilo
Depois dos inúmeros problemas identificados na última terça-feira,
antes e depois da partida entre Ceará e Sampaio Corrêa pela Série B no
Castelão, o torcedor alvinegro não passou por tantas complicações para
acompanhar seu time diante do Bragantino, ontem à noite.
Se na rodada passada, o torcedor enfrentou filas nas bilheterias para
comprar ingressos eram longas, e depois, já com ingresso na mão, sofrer
para passar pelas catracas, desta vez, os alvinegros entraram no
Castelão com mais tranquilidade. Em certos momentos as filas eram vistas
em algumas bilheterias, porém, o torcedor adquiria rapidamente seu
ingresso. O estudante Rafael Silveira, de 22 anos, esperava um novo
sufoco, mas conseguiu comprar e entrar no estádio em 10 minutos.
"Comprei rapidamente. Tinham seis pessoas na frente, mas foi rápido.
Ruim mesmo foi chegar. O horário das 19h30 prejudica e chega todo mundo
de uma vez só. Mas no jogo passado, sofri", lembra.
O horário foi um complicador para o jogo, maior que a acessibilidade do
estádio. Depois de que bola rolou, com meia hora de jogo ainda chegavam
torcedores, mas grande parte do público acompanhou desde o início.
O torcedor Herculano Barreto, ainda estava nos elevadores quando o gol
do Ceará saiu, aos 23 minutos. "O jogo começou, mas eu ainda vi
torcedores chegando. Eu já tinha ingresso. Atrasei porque não consegui
sair do trabalho", comentou.
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