| Foto: Fabiane de Paula |
O presidente do PT, Rui Falcão, divulgou nesta quinta-feira (9) nota em que repudia com "veemência e indignação" as declarações "caluniosas" do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, tratado como "réu" pelo partido. Em declarações à Justiça Federal do Paraná
prestadas nessa quarta-feira, 8, Costa afirmou, entre outras acusações,
que 3% do valor dos contratos da Petrobras eram para "atender ao PT".
Falcão questiona o fato de que as declarações prestadas pelo ex-diretor
ao juiz Sérgio Moro, responsável por ouvi-lo, terem se tornado
públicas. Ele disse que, anteriormente, o mesmo magistrado acolheu o
depoimento de Costa, sob sigilo de Justiça, no curso de um processo de
delação premiada.
"O PT desmente a totalidade das ilações de que o partido teria recebido
repasses financeiros originados de contratos com a Petrobras", afirma a
nota. "Todas as doações para o Partido dos Trabalhadores seguem as
normas legais e são registradas na Justiça Eleitoral", completa.
A Direção Nacional do PT, segundo Falcão, estranha a "repetição" de
vazamentos de depoimentos no Judiciário, "tanto mais quando se trata de
acusações sem provas". "Lamentamos que estejam sendo valorizadas as
palavras do investigado, em detrimento de qualquer indício ou evidência
comprovada", critica.
Rui Falcão afirma que a Direção Nacional do PT, por intermédio de seus
advogados, "analisa a adoção de medidas judiciais cabíveis".
Paulo Roberto Costa deixou a prisão na semana passada após ter sido
homologado pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal
(STF), o acordo de delação premiada. Pelas cláusulas do acordo, Costa
deixou a carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR) para cumprir
pena em regime domiciliar no Rio de Janeiro, mas sempre tem de colaborar
com a Justiça, como ocorreu ontem, sob pena de quebrar o acerto.
Secretário de Finanças do PT nega acusações de Costa
Em nota divulgada na tarde desta quinta-feira, 9, a Secretaria Nacional
de Finanças do PT negou as acusações feitas pelo ex-diretor da
Petrobras Paulo Roberto Costa de que João Vaccari Neto, secretário
nacional de finanças da sigla, era o responsável por repassar os 3% de
propina nos contratos da Petrobras destinados ao PT. A secretaria afirma
ainda que Vaccari vai "processar civil e criminalmente aqueles que têm
investido contra sua honra e reputação".
Na nota, a Secretaria afirma que o depoimento de Costa à Justiça está
"carregado de afirmações distorcidas e mentirosas". "o secretário João
Vaccari Neto nunca tratou sobre contribuições financeiras do partido, ou
de qualquer outro assunto, com o sr. Paulo Roberto Costa", afirma o
texto que afirma ainda que os advogados do PT não têm acesso aos
depoimentos o que impede o "exercício constitucional da ampla defesa".
"Reiteramos que as contribuições financeiras recebidas pelo PT são
transparentes e realizadas sempre de acordo com a legislação em vigor.",
continua o texto.
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