quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Dilma: legados de governos irão marcar debate

Ao lado do governador eleito do Piauí, Wellington Dias, a petista confirmou visita ao Estado hoje, onde iniciará giro pelo Nordeste
Ao lado do governador eleito do Piauí, Wellington Dias, a petista confirmou visita ao Estado hoje, onde iniciará giro pelo Nordeste
FOTO: ICHIRO GUERRA/ CAMPANHA DO PT
 
Brasília. A presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou ontem que o segundo turno das eleições será marcado pela contraposição dos legados dos oito anos do PSDB no poder com os 12 anos de governo do PT.
"Eu e o candidato do PSDB estamos apresentando agora para os eleitores as nossas propostas de governo, mas também, na medida em que temos governos que nos respaldam, vamos debater em alto nível projetos para o País baseados naquilo que já fizemos", disse a petista após participar de uma reunião com 40 aliados políticos, numa demonstração de força para o início do segundo turno.
Para a presidente, a credibilidade das propostas apresentadas pelos candidatos vai depender do que cada um já fez quando administrou o País.
Com mais uma reviravolta na campanha, o PT vai retomar a partir de agora a polarização com o PSDB e trabalhar para associar o adversário a alto desemprego e arrocho salarial.
Sobre as promessas eleitorais, Dilma destacou políticas para saúde e de segurança pública, duas das mais mal avaliadas pelo eleitor. "São áreas que a população brasileira quer melhorar", disse. Ela citou que já propôs a criação do programa "Mais Especialidades", uma rede de clínicas de atendimento formada pelos setores público, privado e filantrópico. Na segurança pública, Dilma disse que pretende replicar o modelo adotado na Copa do Mundo, de integração das forças de segurança pública.

Disputa de classes
A presidente criticou a interpretação de que existe no País uma divisão entre eleitores mais ricos, que votariam no PSDB, e a população mais pobre, que seria apoiadora do PT.
"Está havendo uma oposição entre os ricos e os pobres", disse. "De fato os nossos governos tiveram uma preocupação fantástica que pode ser sintetizada na seguinte frase: incluir os pobres no Orçamento", defendeu, ressaltando que os governos do PT retiraram 36 milhões de pessoas da pobreza e levaram 42 milhões para a classe média.
"Nós fizemos uma política em que todos ganharam. Nós estreitemos a parte de baixo da pirâmide, aumentamos a parte do meio da pirâmide, a classe média no Brasil foi a que mais cresceu, e também aumentamos um pouco da classe A e B", pontuou.
Giro pelo Nordeste
A campanha petista à reeleição vai explorar o "mapa vermelho" do Nordeste para tentar ampliar a vantagem obtida no primeiro turno com foco no eleitorado da região onde Aécio Neves teve menos expressão. Estão previstos visitas da presidente em Teresina (PI), João Pessoa (PB), Salvador (BA), Maceió (AL) e Aracaju (SE) nesta semana.
A decisão de concentrar a agenda eleitoral no Nordeste deve-se a uma reavaliação do comando de campanha quanto ao grau de dificuldade de recuperar votos em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, onde o tucano abriu mais de quatro milhões de votos sobre Dilma.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará de reunião amanhã, em São Paulo, com o objetivo de tentar reverter o mau desempenho da presidente no Estado.

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