Segundo a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, é o
primeiro caso suspeito da doença que foi notificado por uma prefeitura
neste ano. Trata-se de um homem, que voltou há nove dias da África e
passou pela Guiné. Ao lado de Serra Leoa e Libéria, a Guiné é um dos três países que mais registraram casos de morte pela doença no continente.
O atual surto de ebola, o pior que se tem conhecimento, já havia matado 3.879 pessoas até o dia 5 de outubro, segundo estimativa da OMS (Organização Mundial de Saúde).
O paciente em Cascavel apresenta um quadro de febre alta e hemorragia.
Além de ebola, Estado e prefeitura trabalham com a suspeita de que seja
um caso de malária ou dengue hemorrágica, uma vez que os sintomas são
semelhantes.
Ele está internado na UPA (Unidade de Pronto-Atendimento)
2, do bairro Brasília. Por precaução, todos os pacientes antes em
tratamento no local estão sendo transferidos para hospitais da região.
O Estado do Paraná tomou conhecimento do caso no final da tarde desta quinta-feira (9) e já notificou o Ministério da Saúde.
Um equipe da secretaria de Estado está se deslocando nesta noite de
Curitiba para Cascavel a fim de acompanhar o caso. A secretaria estadual
não soube informar há quanto tempo o paciente encontra-se sob cuidados
na UPA.
No último mês, outros dois casos suspeitos semelhantes, de pessoas
vindas da África, foram notificados ao Estado do Paraná por prefeituras.
Nestas situações, porém, foram considerados suspeitas de malária, já
que os pacientes não vieram de países africanos com registro de surto de
ebola.
Na noite desta quinta, a UPA 2 estava interditada, com portas fechadas.
Pacientes que precisavam de atendimento emergencial eram orientados por
um segurança na portaria a procurar outra unidade de saúde.
A balconista Raquel Cristina Leite foi à UPA por volta
das 21h porque sua mãe está internada desde a noite de quarta (8). Ela
disse que ficou sabendo que a unidade estava interditada e imediatamente
correu para o local para obter informações. "Minha cunhada me ligou
avisando que ninguém entrava e ninguém saía", disse.
Uma irmã de Raquel está junto com a mãe no interior da unidade e
conversou com ela por telefone. "Os médicos tranquilizaram ela, disseram
que tem que ver se é ou se não é esse ebola", contou.
Parentes de pessoas internadas e curiosos foram até o local depois que
emissoras de rádio e TV passaram a divulgar a suspeita no início da
noite.
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