Teixeira
é ligado a Cid, aliado da presidente Dilma Rousseff que deixou do PSB
por discordar da candidatura de Campos e para participar da campanha de
reeleição da petista. Cid negou que tenha indicado o ministro e disse
que foi apenas consultado por Dilma sobre a escolha.
O
líder do PROS na Câmara, Givaldo Carimbão (AL), levou o pedido de saída
do ministro ao chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante. "Abomino
qualquer tipo de chantagem. Saí do PSB porque o partido resolveu ter
candidatura à Presidência e eu não concordei. Minha condição (para
entrar em outro partido) era o apoio a Dilma. E o PROS garantiu apoio a
Dilma. O líder do PROS alega ter desconforto da bancada, mas a história
que sei é que o líder não representa o sentimento da bancada. Ele está
defendendo interesse dele mesmo", disse Cid.
O governador
desembarca terça-feira, 13, em Brasília para uma reunião com o comando
do partido. Os rebelados do PROS têm reclamado de falta de atenção por
parte do ministro da Integração e também de que Cid é o único
interlocutor do partido com Dilma. "É ciúme? Estão incomodados porque
sou amigo da Dilma? Que história é essa? Todo dia tem futrica. Eu sou
inimigo do PROS? Terça-feira vamos ter uma conversa olho no olho",
afirmou o governador. "Não tenho ministério, não quero ministério. Quero
apoio e parceria do governo federal para minhas ações aqui e tenho
tido", reagiu.
Hoje, Cid ligou para o presidente do PROS,
Eurípedes Junior, e se queixou não só do movimento pela saída de
Francisco Teixeira como da declaração do vice-presidente nacional do
partido, senador Ataídes Oliveira (TO), que defendeu apoio ao
pré-candidato do PMDB ao governo do Ceará, senador Eunício Oliveira. O
PMDB deixou na semana passada o governo de Cid Gomes, que ainda não
escolheu o candidato do PROS à sua sucessão. "O vice-presidente do
partido dá opinião em outro Estado? Que diabo é isso? Pessoas do meu
partido estão fazendo ataques grosseiros. Falei com o presidente do
partido da minha inquietação e decepção", disse o governador.
Na
entrevista, o governador criticou partidos aliados de Dilma. "O
problema desse arco de forças do Brasil são concessões demais, além da
conta, o que trouxe a pecha de fisiologia e corrupção", afirmou Cid
sobre a base de Dilma. O governador atacou a ala do PR que lançou o
movimento pela volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O PR é
um ajuntamento de oportunistas, salvo honrosas exceções. Quer um
ministério para fazer negócio. A Dilma reage a isso, finca o pé,
escolheu um quadro sério do partido (César Borges, ministro dos
Transportes). A briga do PR é porque a Dilma quer moralizar. Essa é uma
das partes boas da Dilma. E o PMDB a gente sabe como é", afirmou.
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