Está liberada, por insuficiência de provas, a mulher de 38 anos que, na noite do domingo, 18, tentou vender o filho, um bebê de 22 dias, por R$ 2,00 para comprar pedras de crack, no bairro Siqueira. O caso foi denunciado por vizinhos e encaminhado à Delegacia de Defesa da Mulher. Ivana Timbó, titular da delegacia, explicou que a acusada foi detida nos momentos preparatórios da infração, mas não houve o ato, por isso foi liberada.
A suspeita tem mais nove filhos. Dois deles, o bebê e uma criança de seis anos, foram levados para a Casa Abrigo do Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas-CE), no bairro Pirambu. Outros três foram entregues ao pai, que apresentou toda a documentação das crianças. Hoje, uma nova visita será feita pelo Creas para saber o paradeiro do restante das crianças e marcar o atendimento com a mãe.
Francisco Monteiro, técnico em assuntos educacionais do Creas, informou que, como o recém-nascido não tem certidão de nascimento, essa será a primeira providência a ser tomada. Irão investigar, ainda, se existe algum familiar com condições de cuidar das crianças enquanto a mãe passa por tratamento psicossocial anti-drogas.
Drogadição
Talita Maciel, assessora jurídica do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca), chama atenção de que, além do crime em si, o que precisa ser discutido com profundidade é, principalmente, a questão da drogadição, que atinge uma parcela jovem da sociedade.
A especialista questiona se somente criminalizar a mãe irá resolver o problema. "Quais políticas públicas de saúde estão sendo criadas pelo poder público, na linha de prevenção e do tratamento, visando combater a questão das drogas?", indaga. Outro ponto que deve ser debatido, acrescenta Talita, é a do mercado da droga, que fomenta as mazelas decorrentes do uso indiscriminado por parte dos usuários.
Por isso, é importante avaliar também as vítimas do mercado da droga, que gera lucros fabulosos para algumas pessoas e que cresce enormemente. "O contrassenso é que não são criadas políticas de tratamento e nem de combate às drogas, enquanto há políticas muito fortes que criminalizam os usuários", critica a assessoria jurídica do Cedeca.
Doação
O Cedeca informa que outro fato bastante comum nos bairros periféricos de Fortaleza e do Brasil é de mães que dão os filhos por não terem condições de criá-los. Nesse caso, a criança não é registrada pelos pais e a família que a recebe é que faz o processo. Geralmente, trata-se de mulheres que já tiveram muitas crianças e não têm condições financeiras de criar mais nenhuma.
LUANA LIMAREPÓRTER
A suspeita tem mais nove filhos. Dois deles, o bebê e uma criança de seis anos, foram levados para a Casa Abrigo do Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas-CE), no bairro Pirambu. Outros três foram entregues ao pai, que apresentou toda a documentação das crianças. Hoje, uma nova visita será feita pelo Creas para saber o paradeiro do restante das crianças e marcar o atendimento com a mãe.
Francisco Monteiro, técnico em assuntos educacionais do Creas, informou que, como o recém-nascido não tem certidão de nascimento, essa será a primeira providência a ser tomada. Irão investigar, ainda, se existe algum familiar com condições de cuidar das crianças enquanto a mãe passa por tratamento psicossocial anti-drogas.
Drogadição
Talita Maciel, assessora jurídica do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca), chama atenção de que, além do crime em si, o que precisa ser discutido com profundidade é, principalmente, a questão da drogadição, que atinge uma parcela jovem da sociedade.
A especialista questiona se somente criminalizar a mãe irá resolver o problema. "Quais políticas públicas de saúde estão sendo criadas pelo poder público, na linha de prevenção e do tratamento, visando combater a questão das drogas?", indaga. Outro ponto que deve ser debatido, acrescenta Talita, é a do mercado da droga, que fomenta as mazelas decorrentes do uso indiscriminado por parte dos usuários.
Por isso, é importante avaliar também as vítimas do mercado da droga, que gera lucros fabulosos para algumas pessoas e que cresce enormemente. "O contrassenso é que não são criadas políticas de tratamento e nem de combate às drogas, enquanto há políticas muito fortes que criminalizam os usuários", critica a assessoria jurídica do Cedeca.
Doação
O Cedeca informa que outro fato bastante comum nos bairros periféricos de Fortaleza e do Brasil é de mães que dão os filhos por não terem condições de criá-los. Nesse caso, a criança não é registrada pelos pais e a família que a recebe é que faz o processo. Geralmente, trata-se de mulheres que já tiveram muitas crianças e não têm condições financeiras de criar mais nenhuma.
LUANA LIMAREPÓRTER
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