| Hélio Parente (direita) procurou os deputados, na manhã de ontem, para pedir o apoio dos parlamentares sobre a vaga de conselheiro do TCM |
Pela primeira vez, deputados rejeitam ser conselheiro, um cargo dos mais cobiçados pelo subsídio e as vantagens
A vaga de conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), indicada pela Assembleia Legislativa, não será ocupada por um parlamentar nem por um ex-deputado. A Casa aprovou, ontem, por 37 votos favoráveis e uma abstenção, o nome do advogado Hélio Parente, para assumir a vaga deixada pelo ex-conselheiro Luiz Sérgio Gadelha. Um total de 41 deputados apresentou, ontem mesmo, o nome do advogado que é servidor do Poder Legislativo.
O primeiro nome cotado para ocupar essa vaga foi o do deputado Welington Landim (PSB), ainda no início desta legislatura, quando teve de abrir mão da disputa, juntamente com o deputado José Albuquerque (PSB), pela Presidência da Assembleia, em favor do deputado Roberto Cláudio (PSB).A vaga de conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), indicada pela Assembleia Legislativa, não será ocupada por um parlamentar nem por um ex-deputado. A Casa aprovou, ontem, por 37 votos favoráveis e uma abstenção, o nome do advogado Hélio Parente, para assumir a vaga deixada pelo ex-conselheiro Luiz Sérgio Gadelha. Um total de 41 deputados apresentou, ontem mesmo, o nome do advogado que é servidor do Poder Legislativo.
Porém Landim, na última terça-feira, oficialmente, como foi relatado na coluna do jornalista Edilmar Norões, ontem assinada pelo jornalista Edison Silva, declinou da indicação, comunicando o fato ao presidente da Assembleia, ao vice-governador Domingos Filho e ao governador Cid Gomes.
Ontem, o deputado ocupou por mais de uma hora a tribuna da Assembleia para informar a sua desistência em assumir a vaga de conselheiro, momento em que recebeu o apoio de vários colegas parlamentares. Landim também aproveitou para apresentar o currículo de Hélio Parente, que garantiu 41 assinaturas dos deputados apoiando a sua indicação.
Correligionários
De acordo com Landim, pesou na sua decisão, principalmente, o apelo de seus correligionários que ficariam sem o seu apoio nas eleições. Até mesmo o filho do parlamentar, prefeito de Brejo Santo, preferiu que o pai declinasse da indicação, segundo afirmou. Welington disse que chegou a fazer uma reunião na sua base eleitoral, para saber da opinião de seus colaboradores.
"Essa foi uma das decisões mais difíceis que tive de tomar na minha vida", pontuou. O deputado ressaltou que seu nome era apoiado não apenas pelos colegas de parlamento, mas também pelo governador e vice-governador, mas preferiu continuar representando o povo na Assembleia.
Landim acredita que talvez seja o único a abrir mão de um cargo de conselheiro de um Tribunal de Contas, cargo esse vitalício. Mas ele não foi o único a declinar do convite. O deputado Heitor Férrer (PDT) informou ter sido procurado por um grupo de parlamentares, inclusive Landim, na última terça-feira, quando foi convidado para ser conselheiro do TCM, em razão da desistência de Landim.
O pedetista também recusou. O parlamentar alegou que está no início de um mandato e o fato de abandonar agora a Casa, poderia chocar as pessoas que o ajudaram a conquistar uma vaga no Parlamento cearense.
Sabatina
Hélio Parente disse só ter sido informado que seu nome estava sendo cotado para assumir a vaga, na noite da última quarta-feira, um dia após o convite ter sido feito ao deputado Heitor Férrer. Ele aponta que recebeu a indicação com alegria e também surpresa. Antes de ter seu nome confirmado no plenário da Assembleia, Hélio Parente passou por uma sabatina na Comissão de Constituição, Justiça e Redação, quando foram feitos vários questionamentos ao futuro conselheiro, principalmente sobre as burocracias existentes no Tribunal de Contas dos Municípios e a diferença entre irregularidades e ilegalidades cometidas nas prestações de contas.
Ele respondeu que vai cumprir sempre a Constituição e que chega ao TCM com a "humildade necessária de quem quer aprender", e, por ainda estar "impactado" com a notícia, disse que, por enquanto, não parou para pensar no que fazer para melhorar o Tribunal de Contas dos Municípios.
Hélio Parente exerce advocacia desde 1986. Especialista em Direito Eleitoral, já foi procurador da Assembleia e ocupava o cargo de assessor jurídico da Casa. Ele assumirá a vaga deixada pelo ex-conselheiro Luiz Sérgio Gadelha, que alcançou a compulsória. Depois de aprovada a indicação da Assembleia, através de um projeto de decreto legislativo, só falta agora a nomeação que será feita pelo governador.
Votação
A votação, como indica o Regimento Interno da Casa, teve de ser feita através de voto secreto. Seria a oportunidade para inaugurar o sistema de biometria da Casa, mas não foi possível. O sistema falhou. Desse modo, tiveram que recorrer ao sistema antigo, de voto em cédula, quando cada um é chamado a depositar na urna seu voto. Como não havia dificuldade para a aprovação do nome alguns deputados deixaram o plenário antes do início da votação.
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