| No Ceará, tramita um projeto de lei na Câmara Municipal de Fortaleza sobre a obrigatoriedade dos equipamentos |
De 2011 para cá, três ações criminosas a bancos foram facilitadas pela falta de portas giratórias no Ceará. No total, em 2012 já foram oito ataques a agências. No ano passado, foram registradas 39 ações no geral, com 49 mortes. Há duas semanas, uma agência do Bradesco localizada no Bairro de Fátima, que não tinha o equipamento, foi assaltada. Os números mostram que o item de segurança faz falta na medida em que coíbe a entrada dos assaltantes, levantando a discussão sobre o investimento em medidas de segurança pelos bancos.
O assunto veio à tona com o anúncio da retirada das portas giratórias por agências do Itaú/Unibanco e Bradesco em São Paulo, por conta do constrangimento sofrido por clientes diante de dificuldades de acesso às agências após o travamento das portas. Contudo, autoridades policiais e o Sindicato dos Bancários do Estado (SEEB/CE) temem a medida.
De acordo com o delegado Romério Almeida, da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), os assaltos a bancos são mais comuns em locais que não possuem as portas giratórias. "É uma facilidade a mais. Evidentemente que quando não há esse item de segurança é mais fácil adentrar as localidades".
Os ataques têm acontecido no horário de funcionamento, quando há clientes e servidores nos bancos. O delegado conta que, no último assalto, os próprios criminosos admitiram que procuraram a agência por ser mais simples de entrar.
"É uma maneira de preservar a vida dos clientes. O detector de metais inibe as pessoas que vão de posse de arma", explica. Para ele, os bancos sem esse tipo de instrumento passam a ter a mesma vulnerabilidade de um mercadinho, por exemplo. "A porta é um equipamento de segurança e trata-se de uma medida preventiva contra assaltos", lembra. Almeida acredita que a retirada dos equipamentos seja um retrocesso do sistema bancário de segurança.
O presidente do SEEB/CE, Carlos Eduardo Bezerra, destaca que não é razoável a retirada das portas giratórias pelas agências bancárias. "O sindicato vem negociando com os bancos o aumento dos equipamentos de segurança. Alguns têm sido multados porque não colocam sequer os itens obrigatórios, que são os alarmes e os vigilantes. São empresas que possuem dinheiro mais que suficiente para bancar os mecanismos necessários, mas eles insistem em diminuir a segurança, tornando o sistema precarizado", ressalta.
Interior
Carlos Eduardo Bezerra revela que o SEEB está preocupado com o nível de violência do Interior do Estado que aumenta a cada dia. "Não há justificativa para a decisão de retirar os equipamentos dos bancos", critica. A instalação dos instrumentos de segurança nas agências é uma luta antiga do SEEB/CE.
A lei federal não prevê a obrigatoriedade de portas giratórias nos bancos, mas alguns estados e municípios exigem a presença do equipamento. O banco Itaú afirmou que vai cumprir as legislações municipais e estaduais. No Ceará, ainda não há a obrigatoriedade, mas tramita um projeto de lei na Câmara Municipal de Fortaleza que força as agências da Capital a implantarem ou manterem os equipamentos.
Outra lei que tramita no Estado é a instalação de biombos entre a fila de espera e os caixas para impedir a visualização das operações bancárias por terceiros, com o intuito de melhorar a segurança dos bancos e evitar crimes como o da "saidinha".
Processo
Em nota à imprensa, o Itaú Unibanco esclareceu que a retirada das portas giratórias das suas agências em todo o país faz parte de um processo que começou logo após a fusão entre os dois bancos, ocorrida no ano de 2008, que busca mais proximidade e transparência no atendimento ao cliente.
A assessoria de imprensa do banco informa que, embora sem a porta giratória (substituída por outros mecanismos), as novas unidades mantiveram o mesmo nível de segurança oferecido anteriormente. A segurança do setor bancário é regida pela lei 7.102/83. Conforme o Itaú, todas as agências possuem plano de segurança baseado nesta lei e são periodicamente fiscalizadas pela Polícia Federal.
Já o Bradesco afirmou, em nota, não ter como política a retirada das portas giratórias de sua rede de agências. Segundo a assessoria de imprensa do banco, a empresa segue um plano de segurança próprio aprovado pela Polícia Federal.
INSEGURANÇA
8 ataques a bancos foram registrados, neste ano, no Ceará. Um ocorreu há duas semanas contra uma agência do Bradesco, que não tinha o equipamento
39 ações criminosas a agências bancárias aconteceram no ano passado, totalizando 49 mortes. Boa parte delas a locais sem porta giratória
LINA MOSCOSOREPÓRTER
De acordo com o delegado Romério Almeida, da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), os assaltos a bancos são mais comuns em locais que não possuem as portas giratórias. "É uma facilidade a mais. Evidentemente que quando não há esse item de segurança é mais fácil adentrar as localidades".
Os ataques têm acontecido no horário de funcionamento, quando há clientes e servidores nos bancos. O delegado conta que, no último assalto, os próprios criminosos admitiram que procuraram a agência por ser mais simples de entrar.
"É uma maneira de preservar a vida dos clientes. O detector de metais inibe as pessoas que vão de posse de arma", explica. Para ele, os bancos sem esse tipo de instrumento passam a ter a mesma vulnerabilidade de um mercadinho, por exemplo. "A porta é um equipamento de segurança e trata-se de uma medida preventiva contra assaltos", lembra. Almeida acredita que a retirada dos equipamentos seja um retrocesso do sistema bancário de segurança.
O presidente do SEEB/CE, Carlos Eduardo Bezerra, destaca que não é razoável a retirada das portas giratórias pelas agências bancárias. "O sindicato vem negociando com os bancos o aumento dos equipamentos de segurança. Alguns têm sido multados porque não colocam sequer os itens obrigatórios, que são os alarmes e os vigilantes. São empresas que possuem dinheiro mais que suficiente para bancar os mecanismos necessários, mas eles insistem em diminuir a segurança, tornando o sistema precarizado", ressalta.
Interior
Carlos Eduardo Bezerra revela que o SEEB está preocupado com o nível de violência do Interior do Estado que aumenta a cada dia. "Não há justificativa para a decisão de retirar os equipamentos dos bancos", critica. A instalação dos instrumentos de segurança nas agências é uma luta antiga do SEEB/CE.
A lei federal não prevê a obrigatoriedade de portas giratórias nos bancos, mas alguns estados e municípios exigem a presença do equipamento. O banco Itaú afirmou que vai cumprir as legislações municipais e estaduais. No Ceará, ainda não há a obrigatoriedade, mas tramita um projeto de lei na Câmara Municipal de Fortaleza que força as agências da Capital a implantarem ou manterem os equipamentos.
Outra lei que tramita no Estado é a instalação de biombos entre a fila de espera e os caixas para impedir a visualização das operações bancárias por terceiros, com o intuito de melhorar a segurança dos bancos e evitar crimes como o da "saidinha".
Processo
Em nota à imprensa, o Itaú Unibanco esclareceu que a retirada das portas giratórias das suas agências em todo o país faz parte de um processo que começou logo após a fusão entre os dois bancos, ocorrida no ano de 2008, que busca mais proximidade e transparência no atendimento ao cliente.
A assessoria de imprensa do banco informa que, embora sem a porta giratória (substituída por outros mecanismos), as novas unidades mantiveram o mesmo nível de segurança oferecido anteriormente. A segurança do setor bancário é regida pela lei 7.102/83. Conforme o Itaú, todas as agências possuem plano de segurança baseado nesta lei e são periodicamente fiscalizadas pela Polícia Federal.
Já o Bradesco afirmou, em nota, não ter como política a retirada das portas giratórias de sua rede de agências. Segundo a assessoria de imprensa do banco, a empresa segue um plano de segurança próprio aprovado pela Polícia Federal.
INSEGURANÇA
8 ataques a bancos foram registrados, neste ano, no Ceará. Um ocorreu há duas semanas contra uma agência do Bradesco, que não tinha o equipamento
39 ações criminosas a agências bancárias aconteceram no ano passado, totalizando 49 mortes. Boa parte delas a locais sem porta giratória
LINA MOSCOSOREPÓRTER
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