FOTO: JOSÉ LEOMAR Sandro Caron diz que PF vai atuar forte no combate ao crime no Ceará |
Ao assumir o comando da PF no Ceará, em julho de 2011, o delegado gaúcho Sandro Caron de Moraes deu um avanço na luta contra as drogas
Quando o Sr. assumiu o cargo, qual foi o direcionamento que elegeu como prioritário para o trabalho da Polícia Federal no Ceará?
Existe hoje um entendimento em âmbito nacional na Polícia Federal no sentido de que uma das nossas prioridades é o combate ao tráfico de drogas. Tanto o tráfico interestadual, quanto o internacional. Existe um direcionamento nacional que a gente vem refletindo na Superintendência do Ceará, um reforço nas delegacias e seu reaparelhamento.
Quando o Sr. assumiu o cargo, qual foi o direcionamento que elegeu como prioritário para o trabalho da Polícia Federal no Ceará?
Existe hoje um entendimento em âmbito nacional na Polícia Federal no sentido de que uma das nossas prioridades é o combate ao tráfico de drogas. Tanto o tráfico interestadual, quanto o internacional. Existe um direcionamento nacional que a gente vem refletindo na Superintendência do Ceará, um reforço nas delegacias e seu reaparelhamento.
Então houve um redimensionamento na DRE?
A Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) sofreu algumas mudanças na sua linha de ação, o que reforçou a boa atuação que já existia. A gente requalificou e priorizou a DRE. Agora, claro, o que se busca no Ceará é que a Polícia Federal atue bem e efetivamente em todas as suas atribuições. Então, não adianta fazer um excelente trabalho de repressão ao tráfico de drogas e não atuar bem nas outras áreas. O que está se buscando é, dentro desta área operacional, que todos os setores tenham uma estrutura adequada.
O que está sendo feito neste sentido?
Como nós já vimos, agora no fim do ano, duas grandes operações, a ´Olho de Boi´, que desbaratou um grande esquema de desvio de cartões de crédito, com participação inclusive de funcionários dos Correios, que passavam esses cartões para estelionatários e estes faziam compras no comércio de mercadorias de grande valor, e depois revendiam; e a segunda, a ´Mustache´, que desbaratou todo aquele esquema de uma fábrica de dinheiro falso aqui no nosso Estado. Foram duas grandes e importantes operações contra o crime organizado.
As atribuições da Polícia Federal evidentemente não se restringem especificamente ao tráfico de drogas. Quais são as outras prioridades?
Há diversas preocupações. A exemplo da Delegacia de Polícia Fazendária, na área de repressão a quadrilhas interestaduais que estão atuando em explosões de caixas eletrônicos; a questão do desvio de recursos públicos. O que se busca é que todos os setores da Superintendência e a Delegacia de Juazeiro do Norte possam realizar operações em todas as áreas de atribuições da Polícia Federal. Não podemos esquecer também os serviços de atendimento ao público como a emissão de passaporte, cadastramento de vigilantes, registro de armas. Queremos que todo mundo que, de alguma maneira, buscar a PF, saia da nossa unidade satisfeito.
Fortaleza está no roteiro internacional de drogas do Brasil para o exterior e vice-versa?
Eu não diria que Fortaleza é uma das principais rotas. Durante muito tempo, o aeroporto de Guarulhos foi a principal saída de cocaína do Brasil para o Exterior. Houve muita repressão, inclusive, naquele aeroporto, até hoje, se apreende uma média anual de uma tonelada de cocaína, o que é muita droga. Hoje, o segundo colocado em apreensões de cocaína é o aeroporto de Fortaleza.
Houve, então, um aumento no tráfico de entorpecentes pelo aeroporto de Fortaleza?
Assim como em muitos outros. Isso ocorre porque o traficante busca a facilidade. Com tantas prisões em Guarulhos, eles buscam rotas alternativas. É natural que Fortaleza seja buscada, por ser uma cidade que tem voos diretos para a Europa, aliás uma grande quantidade de voos. Nós fazemos uma forte repressão ao tráfico no aeroporto, seja na chegada de drogas sintéticas ao Brasil, seja na saída de cocaína do Brasil para a Europa. E até mesmo de um Estado para outro através do aeroporto. Já estamos vendo os resultados.
Vários eventos esportivos acontecerão no Nordeste nestes próximos anos. Existe uma base sólida da Polícia Federal nessa região?
A Polícia Federal é muito qualificada no Nordeste. Tem excelentes policiais, excelentes investigadores. A Polícia Federal no Nordeste tem, hoje, o mesmo nível das nossas unidades de outras regiões do País.
Temos visto muitas mulheres entrando para o tráfico de drogas. Isto é uma coisa nova ou já havia essa participação efetiva de mulheres no tráfico?
Já havia. As mulheres são casadas ou namoram traficantes, vão convivendo naquele meio e, com o tempo, passam a participar do negócio. Na questão das ´mulas´, o que ocorre é que ao escolher as suas, o traficante procura uma pessoa que possa apenas transportar a droga, sem maior envolvimento. Ele escolhe alguém que não desperte a desconfiança da Polícia, não desperte atenção. Uma mulher, ou uma pessoa mais velha, que é o que muitas vezes ocorre, é geralmente a opção encontrada por eles. A gente fica chocado, mas ocorre. São ´mulas´ com crianças, com bebês recém-nascidos, são muitos artifícios que eles utilizam. O que os traficantes procuram é criar uma situação acima de qualquer suspeita.
Já há alguma operação planejada para 2012? Há intenção de ampliar o trabalho no aeroporto e nas rodovias do Ceará?
Os planos para 2012 são que a Polícia Federal no Ceará consiga atuar bem em todas as suas atribuições e em todas as nossas delegacias. Que cada uma, dentro de sua atribuição, consiga produzir investigações de qualidade, com a rapidez necessária para que o investigado seja denunciado, e dentro do processo criminal, que seja condenado. Cada setor consiga produzir operações. Tem a questão também do atendimento ao cidadão, de todo o serviço que a gente presta. Agora, realmente, como é uma vertente nacional, nosso trabalho em relação ao tráfico de drogas terá uma intensificação.
Como está sendo feita a parceria com a Secretaria de Segurança Pública do Estado?
Temos essa parceria com a Secretaria de Segurança em várias áreas de atuação. Temos um excelente trabalho também em parceria com a Polícia Rodoviária Federal, que é fundamental na questão do tráfico de drogas pela via terrestre.
E a questão da prostituição e do tráfico de seres humanos?
Quando esse crime é praticado de um país para o outro, ele é investigado pela Polícia Federal. É uma das nossas vertentes, das nossas prioridades para o ano de 2012. Como também os crimes contra o meio ambiente. Dentro de tudo aquilo que nos compete, o que se procura é fazer investigações de qualidade e boas operações. Esse trabalho, por exemplo, feito pela DRE, levou alguns meses, mas o resultado já está sendo visto. Muito trabalho de inteligência, de investigação. No trabalho de combate ao tráfico de drogas que está sendo focado no sentido de aumentar o número de presos e o volume de apreensões, o principal é desmontar as articulações criminosas. Não adianta apreender a droga, prender somente o ´mula´ e não desarticular a organização criminosa, porque ela vai continuar funcionando. Nossa intenção é erradicar o crime organizado.
As prisões relacionadas ao tráfico internacional são investigadas somente aqui, ou, a Interpol é acionada?
É feita sempre a investigação completa. A PF no Brasil tem também essa atribuição de ser a representante da Interpol. Nós temos esse elo com as polícias do mundo inteiro, via Interpol para que se possa investigar. Diante desse fenômeno de globalização, a criminalidade também não escapa.
Com relação ao contrabando. Qual o enfoque que a PF está dando a isto?
É uma das áreas que merecem toda atenção. Uma das atribuições da Delegacia de Polícia Fazendária é o contrabando. O que se busca é desarticular a quadrilha, a organização criminosa para que o crime realmente deixe de acontecer. Não adianta fazer apreensões e a situação continuar ocorrendo. Nessas operações da DRE não só se apreendeu a droga e se prenderam alguns traficantes, como se conseguiu também, desarticular o grupo. Nesse ano, a Polícia Federal prendeu 90 traficantes de drogas.
Na questão do contrabando, há parceria da PF com a Receita Federal?
Estreita parceria com a Receita Federal. Não só no Aeroporto Pinto Martins, como em todas as investigações que dizem respeito ao contrabando. Vemos aí como resultado dessa parceria a ´Operação Canal Vermelho´, que desbaratou uma organização voltada para o contrabando (grupo chefiado, segundo a Justiça Federal, pelo iraniano Farhad Marvizi, acusado de vários homicídios).
E a investigação sobre desvios de recursos públicos?
Certamente, esta é outra prioridade para 2012. É uma linha de trabalho que precisamos ter muita força. Temos um setor estruturado para esta tarefa.
FIQUE POR DENTRO
Apreensões e prisões ganham intensidade
Desde o ano passado, a Polícia Federal tem obtido sucessivos êxitos no combate ao tráfico de drogas em todo o Estado do Ceará. Depois de investigações sigilosas, que, às vezes demoram semanas a fio, os agentes da Delegacia de Repressão aos Entorpecentes (DRE) ´estouram´ os locais visados e prendem os criminosos. Foi o que aconteceu, por exemplo, no começo da semana passada, quando a PF prendeu três homens que haviam montado um depósito de cocaína em uma mansão no Eusébio. O imóvel foi preparado pelo grupo para a atividade ilícita. Os traficantes mandaram instalar várias câmeras na parte externa da residência para estarem sempre com a visão externa do imóvel e assim, saber quando a Polícia iria se aproximar dali.
Em outras ocorrências, a equipe da PF fez a prisão de diversos estrangeiros no momento em que estes tentavam embarcar para a Europa e África com drogas escondidas nas bagagens ou mesmo no corpo. Os destinos definitivos das drogas como cocaína são sempre os mesmos. A maioria das ´mulas´ presas em flagrante haviam recebido dinheiro para entregar o pó em países como Holanda, Itália, Portugal e África do Sul.
FERNANDO RIBEIROEDITOR DE POLÍCIA
A Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) sofreu algumas mudanças na sua linha de ação, o que reforçou a boa atuação que já existia. A gente requalificou e priorizou a DRE. Agora, claro, o que se busca no Ceará é que a Polícia Federal atue bem e efetivamente em todas as suas atribuições. Então, não adianta fazer um excelente trabalho de repressão ao tráfico de drogas e não atuar bem nas outras áreas. O que está se buscando é, dentro desta área operacional, que todos os setores tenham uma estrutura adequada.
O que está sendo feito neste sentido?
Como nós já vimos, agora no fim do ano, duas grandes operações, a ´Olho de Boi´, que desbaratou um grande esquema de desvio de cartões de crédito, com participação inclusive de funcionários dos Correios, que passavam esses cartões para estelionatários e estes faziam compras no comércio de mercadorias de grande valor, e depois revendiam; e a segunda, a ´Mustache´, que desbaratou todo aquele esquema de uma fábrica de dinheiro falso aqui no nosso Estado. Foram duas grandes e importantes operações contra o crime organizado.
As atribuições da Polícia Federal evidentemente não se restringem especificamente ao tráfico de drogas. Quais são as outras prioridades?
Há diversas preocupações. A exemplo da Delegacia de Polícia Fazendária, na área de repressão a quadrilhas interestaduais que estão atuando em explosões de caixas eletrônicos; a questão do desvio de recursos públicos. O que se busca é que todos os setores da Superintendência e a Delegacia de Juazeiro do Norte possam realizar operações em todas as áreas de atribuições da Polícia Federal. Não podemos esquecer também os serviços de atendimento ao público como a emissão de passaporte, cadastramento de vigilantes, registro de armas. Queremos que todo mundo que, de alguma maneira, buscar a PF, saia da nossa unidade satisfeito.
Fortaleza está no roteiro internacional de drogas do Brasil para o exterior e vice-versa?
Eu não diria que Fortaleza é uma das principais rotas. Durante muito tempo, o aeroporto de Guarulhos foi a principal saída de cocaína do Brasil para o Exterior. Houve muita repressão, inclusive, naquele aeroporto, até hoje, se apreende uma média anual de uma tonelada de cocaína, o que é muita droga. Hoje, o segundo colocado em apreensões de cocaína é o aeroporto de Fortaleza.
Houve, então, um aumento no tráfico de entorpecentes pelo aeroporto de Fortaleza?
Assim como em muitos outros. Isso ocorre porque o traficante busca a facilidade. Com tantas prisões em Guarulhos, eles buscam rotas alternativas. É natural que Fortaleza seja buscada, por ser uma cidade que tem voos diretos para a Europa, aliás uma grande quantidade de voos. Nós fazemos uma forte repressão ao tráfico no aeroporto, seja na chegada de drogas sintéticas ao Brasil, seja na saída de cocaína do Brasil para a Europa. E até mesmo de um Estado para outro através do aeroporto. Já estamos vendo os resultados.
Vários eventos esportivos acontecerão no Nordeste nestes próximos anos. Existe uma base sólida da Polícia Federal nessa região?
A Polícia Federal é muito qualificada no Nordeste. Tem excelentes policiais, excelentes investigadores. A Polícia Federal no Nordeste tem, hoje, o mesmo nível das nossas unidades de outras regiões do País.
Temos visto muitas mulheres entrando para o tráfico de drogas. Isto é uma coisa nova ou já havia essa participação efetiva de mulheres no tráfico?
Já havia. As mulheres são casadas ou namoram traficantes, vão convivendo naquele meio e, com o tempo, passam a participar do negócio. Na questão das ´mulas´, o que ocorre é que ao escolher as suas, o traficante procura uma pessoa que possa apenas transportar a droga, sem maior envolvimento. Ele escolhe alguém que não desperte a desconfiança da Polícia, não desperte atenção. Uma mulher, ou uma pessoa mais velha, que é o que muitas vezes ocorre, é geralmente a opção encontrada por eles. A gente fica chocado, mas ocorre. São ´mulas´ com crianças, com bebês recém-nascidos, são muitos artifícios que eles utilizam. O que os traficantes procuram é criar uma situação acima de qualquer suspeita.
Já há alguma operação planejada para 2012? Há intenção de ampliar o trabalho no aeroporto e nas rodovias do Ceará?
Os planos para 2012 são que a Polícia Federal no Ceará consiga atuar bem em todas as suas atribuições e em todas as nossas delegacias. Que cada uma, dentro de sua atribuição, consiga produzir investigações de qualidade, com a rapidez necessária para que o investigado seja denunciado, e dentro do processo criminal, que seja condenado. Cada setor consiga produzir operações. Tem a questão também do atendimento ao cidadão, de todo o serviço que a gente presta. Agora, realmente, como é uma vertente nacional, nosso trabalho em relação ao tráfico de drogas terá uma intensificação.
Como está sendo feita a parceria com a Secretaria de Segurança Pública do Estado?
Temos essa parceria com a Secretaria de Segurança em várias áreas de atuação. Temos um excelente trabalho também em parceria com a Polícia Rodoviária Federal, que é fundamental na questão do tráfico de drogas pela via terrestre.
E a questão da prostituição e do tráfico de seres humanos?
Quando esse crime é praticado de um país para o outro, ele é investigado pela Polícia Federal. É uma das nossas vertentes, das nossas prioridades para o ano de 2012. Como também os crimes contra o meio ambiente. Dentro de tudo aquilo que nos compete, o que se procura é fazer investigações de qualidade e boas operações. Esse trabalho, por exemplo, feito pela DRE, levou alguns meses, mas o resultado já está sendo visto. Muito trabalho de inteligência, de investigação. No trabalho de combate ao tráfico de drogas que está sendo focado no sentido de aumentar o número de presos e o volume de apreensões, o principal é desmontar as articulações criminosas. Não adianta apreender a droga, prender somente o ´mula´ e não desarticular a organização criminosa, porque ela vai continuar funcionando. Nossa intenção é erradicar o crime organizado.
As prisões relacionadas ao tráfico internacional são investigadas somente aqui, ou, a Interpol é acionada?
É feita sempre a investigação completa. A PF no Brasil tem também essa atribuição de ser a representante da Interpol. Nós temos esse elo com as polícias do mundo inteiro, via Interpol para que se possa investigar. Diante desse fenômeno de globalização, a criminalidade também não escapa.
Com relação ao contrabando. Qual o enfoque que a PF está dando a isto?
É uma das áreas que merecem toda atenção. Uma das atribuições da Delegacia de Polícia Fazendária é o contrabando. O que se busca é desarticular a quadrilha, a organização criminosa para que o crime realmente deixe de acontecer. Não adianta fazer apreensões e a situação continuar ocorrendo. Nessas operações da DRE não só se apreendeu a droga e se prenderam alguns traficantes, como se conseguiu também, desarticular o grupo. Nesse ano, a Polícia Federal prendeu 90 traficantes de drogas.
Na questão do contrabando, há parceria da PF com a Receita Federal?
Estreita parceria com a Receita Federal. Não só no Aeroporto Pinto Martins, como em todas as investigações que dizem respeito ao contrabando. Vemos aí como resultado dessa parceria a ´Operação Canal Vermelho´, que desbaratou uma organização voltada para o contrabando (grupo chefiado, segundo a Justiça Federal, pelo iraniano Farhad Marvizi, acusado de vários homicídios).
E a investigação sobre desvios de recursos públicos?
Certamente, esta é outra prioridade para 2012. É uma linha de trabalho que precisamos ter muita força. Temos um setor estruturado para esta tarefa.
FIQUE POR DENTRO
Apreensões e prisões ganham intensidade
Desde o ano passado, a Polícia Federal tem obtido sucessivos êxitos no combate ao tráfico de drogas em todo o Estado do Ceará. Depois de investigações sigilosas, que, às vezes demoram semanas a fio, os agentes da Delegacia de Repressão aos Entorpecentes (DRE) ´estouram´ os locais visados e prendem os criminosos. Foi o que aconteceu, por exemplo, no começo da semana passada, quando a PF prendeu três homens que haviam montado um depósito de cocaína em uma mansão no Eusébio. O imóvel foi preparado pelo grupo para a atividade ilícita. Os traficantes mandaram instalar várias câmeras na parte externa da residência para estarem sempre com a visão externa do imóvel e assim, saber quando a Polícia iria se aproximar dali.
Em outras ocorrências, a equipe da PF fez a prisão de diversos estrangeiros no momento em que estes tentavam embarcar para a Europa e África com drogas escondidas nas bagagens ou mesmo no corpo. Os destinos definitivos das drogas como cocaína são sempre os mesmos. A maioria das ´mulas´ presas em flagrante haviam recebido dinheiro para entregar o pó em países como Holanda, Itália, Portugal e África do Sul.
FERNANDO RIBEIROEDITOR DE POLÍCIA
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