As vezes, a vida muda de direção quando menos se espera. Patrícia Poeta estava há cinco anos no Fantástico, depois de ter sido correspondente em Nova Iorque, apresentadora do SP TV e “garota do tempo” quando começou a carreira na Globo. Agora, substitui Fátima Bernardes na bancada do Jornal Nacional, já que a colega passou a se dedicar exclusivamente a um programa só seu, que entrará na grade da emissora em 2012. O convite surgiu apenas duas semanas antes da novidade ser anunciada em uma coletiva de imprensa, o que pegou Patrícia desprevenida.
“Não levei um susto. Levei o susto!”, confessa, entre risos. A escolha pela jornalista foi unânime. Há dois anos, quando o projeto de Fátima foi ganhando mais força, a direção começou a pensar em quem poderia ocupar seu lugar. Em uma conversa, os diretores Ali Kamel e Carlos Henrique Schroder descobriram que tinham a mesma opinião: Patrícia Poeta seria ideal para a posição. Foram, então, falar com William Bonner, que cogitou o mesmo nome. “Demorei um pouco para processar a informação por ser algo tão bom, um convite tão especial”, derrama-se.
“Não levei um susto. Levei o susto!”, confessa, entre risos. A escolha pela jornalista foi unânime. Há dois anos, quando o projeto de Fátima foi ganhando mais força, a direção começou a pensar em quem poderia ocupar seu lugar. Em uma conversa, os diretores Ali Kamel e Carlos Henrique Schroder descobriram que tinham a mesma opinião: Patrícia Poeta seria ideal para a posição. Foram, então, falar com William Bonner, que cogitou o mesmo nome. “Demorei um pouco para processar a informação por ser algo tão bom, um convite tão especial”, derrama-se.
Apesar de nunca ter tido a experiência de apresentar o JN – como acontece de vez em quando com outros âncoras da Globo – Patrícia se sente preparada. “Sou bicho de televisão. Vou me esforçar ao máximo para fazer um bom trabalho”, promete. Os anos à frente do Fantástico foram cruciais para que a jornalista ganhasse essa segurança. No dominical, ela ficava por dentro de várias etapas do processo de produção. Acompanhava o fechamento do programa, participava da reunião de pauta e da reunião de direção. Por isso, assumir também a função de editora executiva do Jornal Nacional que Fátima tinha não é um grande mistério. “Acho que posso levar um pouco da boa experiência que tive no Fantástico”, analisa.
Mas isso não significa que não tenha batido a ansiedade em nenhum momento. Principalmente porque Patrícia sabe da responsabilidade que tem nas mãos. Por isso, tenta encarar a nova posição como um aprendizado. “O que vejo desse momento é o que vou aprender com ele. Vou sair melhor depois de ter passado por isso”, imagina ela, que nunca cobiçou ser apresentadora do jornalístico. A não ser na época da faculdade, quando “brincava” de apresentar o JN durante as aulas de telejornalismo. “Mas, trabalhando na Globo, nunca pensei nisso. Sou muito de aproveitar a oportunidade que me dão”, diz.
Acostumada a trabalhar nos finais de semana, Patrícia agora pode experimentar uma rotina diferente. “Estou no JN todos os dias, mas ganhei o sábado e o domingo com a família”, anima-se ela. O figurino teve de sofrer alterações. Patrícia, que fazia sucesso com as roupas que vestia no Fantástico na Central de Atendimento ao Telespectador, precisa agora de um estilo mais sóbrio. “No Fantástico, podia usar uma coisa mais festa. Agora, tenho de manter o padrão de qualquer telejornal: terno, camisa”, compara.
“Além de tudo, ganhei o sábado e domingo com a família”
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