quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Sindicato dá curso de jornalismo

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Celso Schroder, presidente da Fenaj, analisa medidas judiciais contra o Sindicato
AG. BRASIL
A entidade também fornece uma carteira de identidade de jornalista com validade em todo o território nacional
São Paulo. Jornalistas não diplomados estão oferecendo um curso de habilitação em jornalismo para quem se filiar ao Sindicato Nacional de Jornalistas (Sinaj) - entidade criada em 2009 que não é formalmente reconhecida pelo Ministério do Trabalho. Para se filiar, basta preencher um cadastro no site e pagar R$ 180 pela opção semestral ou R$ 300 de taxa anual de sindicalização. A apresentação do curso diz: "Você sente aquele frio na barriga quando precisa escrever algo e não consegue?", "Acha que escrever é só para quem tem talento?", e afirma que a idade mínima para se inscrever é 18 anos. A entidade também fornece uma "carteira de identidade de jornalista com validade em todo território nacional".

O documento é contestado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, já que, por lei, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) é o único órgão que pode emitir esse tipo de identificação oficial, que pode ser usada como Registro de Identidade.

O presidente do Sinaj é Fernando Leão, profissional não diplomado que possui registro há cerca de quatro anos com base na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que tornou desnecessária a conclusão de um curso superior de jornalismo para exercer a profissão.

A discussão, porém, pode voltar. No fim de novembro, o Senado aprovou, em primeiro turno, proposta de emenda constitucional que torna obrigatório o diploma do curso superior para o exercício da profissão.

Segundo Leão, o curso oferecido não substitui a graduação e é livre - por isso não precisa de autorização do Ministério da Educação.

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