Atualmente, o Hospital de Saúde Mental de Messejana disponibiliza apenas 20 leitos para dependentes FOTO: NATINHO RODRIGUES |
Medidas ampliam atendimento de saúde aos dependentes e reforçam enfrentamento ao tráfico de drogas
Além de enfrentar a dor e a angústia de conviver com um parente dependente químico, os fortalezenses precisam lutar por uma vaga em hospitais e casas de recuperação da rede pública de saúde. Isso porque, para a internação, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) só disponibiliza 12 leitos na Santa Casa de Misericórdia e a Secretaria da Saúde Estado (Sesa) apenas 20 no Hospital Mental de Messejana. A maioria das unidades de acolhimento é particular e as que têm convênio com o município estão lotadas. Porém, se depender de investimento, o Ministério da Saúde afirma que essa situação está com os dias contados. Segundo dados do órgão, até 2014 serão investidos em Fortaleza R$ 87,1 milhões pelo Plano de Enfrentamento ao Crack. A expectativa é que com o dinheiro sejam abertos cerca de 410 leitos, sendo 60 em Centro Atendimento Psicossocial (Caps), 120 leitos em enfermarias especializadas e, ainda, 230 leitos em unidades de acolhimento.
Para ações imediatas de reforço e ampliação da rede atual, que devem ser iniciadas no início do próximo ano, o investimento é de R$1,7 milhão. O objetivo é o aumento imediato de custeio para três Caps porte II, um Caps 24 horas, um Caps AD (álcool e outras drogas) e 65 leitos dos 410 prometidos.
Segundo Roberto Tykanori, coordenador de Saúde Mental do Ministério da Saúde, o Plano de Enfrentamento ao Crack envolve todos os segmentos desde a prevenção até a o acompanhamento pós tratamento. "Pessoas que têm problemas com drogas possuem necessidades diferentes, alguns que estão em estado crítico da dependência química se internam, outros apenas necessitam de acompanhamento psicológico", diz.
Ainda de acordo com ele, uma das estratégias do plano são os consultórios de ruas. Nos locais em que há maior incidência de consumo de crack, serão criados 308 consultórios de rua, que farão atendimento volante. As equipes são compostas por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. A ação, que terá recursos de R$ 152,4 milhões, atenderá municípios com mais de 100 mil habitantes. Os recursos já estão disponíveis e aguardam apenas a adesão dos municípios.
Segundo Tykanori, inicialmente as abordagens são feitas para tratar os problemas de saúde e só depois a pessoa é encaminhada para unidades de acolhimento ou leitos de hospitais. "O trabalho é feito com muita cautela e a internação é feita de maneira voluntária. Os tratamentos realizados a partir da vontade da pessoa têm muito mais chances de darem certo".
Conforme o coordenador da Saúde Mental, uma etapa muito importante é o acolhimento. "É fundamental que em alguns casos o dependente químico se afaste, por um período, do ambiente em que vive para poder se recuperar", diz.
Para o titular da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa), Arruda Bastos, um dos hospitais em que já está prevista a abertura de leitos é o Hospital Regional de Sobral, que deve ser inaugurado em janeiro do próximo ano.
Além de enfrentar a dor e a angústia de conviver com um parente dependente químico, os fortalezenses precisam lutar por uma vaga em hospitais e casas de recuperação da rede pública de saúde. Isso porque, para a internação, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) só disponibiliza 12 leitos na Santa Casa de Misericórdia e a Secretaria da Saúde Estado (Sesa) apenas 20 no Hospital Mental de Messejana. A maioria das unidades de acolhimento é particular e as que têm convênio com o município estão lotadas. Porém, se depender de investimento, o Ministério da Saúde afirma que essa situação está com os dias contados. Segundo dados do órgão, até 2014 serão investidos em Fortaleza R$ 87,1 milhões pelo Plano de Enfrentamento ao Crack. A expectativa é que com o dinheiro sejam abertos cerca de 410 leitos, sendo 60 em Centro Atendimento Psicossocial (Caps), 120 leitos em enfermarias especializadas e, ainda, 230 leitos em unidades de acolhimento.
Para ações imediatas de reforço e ampliação da rede atual, que devem ser iniciadas no início do próximo ano, o investimento é de R$1,7 milhão. O objetivo é o aumento imediato de custeio para três Caps porte II, um Caps 24 horas, um Caps AD (álcool e outras drogas) e 65 leitos dos 410 prometidos.
Segundo Roberto Tykanori, coordenador de Saúde Mental do Ministério da Saúde, o Plano de Enfrentamento ao Crack envolve todos os segmentos desde a prevenção até a o acompanhamento pós tratamento. "Pessoas que têm problemas com drogas possuem necessidades diferentes, alguns que estão em estado crítico da dependência química se internam, outros apenas necessitam de acompanhamento psicológico", diz.
Ainda de acordo com ele, uma das estratégias do plano são os consultórios de ruas. Nos locais em que há maior incidência de consumo de crack, serão criados 308 consultórios de rua, que farão atendimento volante. As equipes são compostas por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. A ação, que terá recursos de R$ 152,4 milhões, atenderá municípios com mais de 100 mil habitantes. Os recursos já estão disponíveis e aguardam apenas a adesão dos municípios.
Segundo Tykanori, inicialmente as abordagens são feitas para tratar os problemas de saúde e só depois a pessoa é encaminhada para unidades de acolhimento ou leitos de hospitais. "O trabalho é feito com muita cautela e a internação é feita de maneira voluntária. Os tratamentos realizados a partir da vontade da pessoa têm muito mais chances de darem certo".
Conforme o coordenador da Saúde Mental, uma etapa muito importante é o acolhimento. "É fundamental que em alguns casos o dependente químico se afaste, por um período, do ambiente em que vive para poder se recuperar", diz.
Para o titular da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa), Arruda Bastos, um dos hospitais em que já está prevista a abertura de leitos é o Hospital Regional de Sobral, que deve ser inaugurado em janeiro do próximo ano.
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