sábado, 8 de julho de 2017

Pesquisadores da UFC estudam tratamento da asma à base de plantas da caatinga

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Amburana cearenses (cumaru) encontrada em áreas de vegetação da caatinga.
No intuito de ampliar as opções de tratamento da asma, um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) tem desenvolvido matérias-primas e medicamentos fitoterápicos à base de plantas medicinais de interesse do Sistema Único de Saúde (SUS), como a Amburana cearenses (cumaru) e a Justicia pectoralis (chambá), encontradas em áreas de vegetação da caatinga.

Coordenadora da pesquisa, a professora Kalyne Leal, do Departamento de Farmácia da UFC, disse que os estudos estão prontos para passar para a fase clínica, que testa os efeitos do medicamento em seres humanos. “A gente está buscando editais e parceria com a iniciativa privada” para desenvolver esses testes, adiantou Kalyne. Até o momento, a Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) tem apoiado a análise por meio de bolsas de pesquisa e apoio técnico.

Um dos principais ganhos a partir da iniciativa é, também, a possibilidade de efeitos positivos nos casos mais graves da doença. “A gente fica muito atento aos efeitos colaterais desse produto e, até o momento, ele tem mostrado segurança de maneira pré-clínica (com testes em animais)”, assegurou Kalyne.

A inserção do medicamento no mercado, segundo a professora, pode até mesmo gerar renda e agregar valor para regiões de caatinga — ainda que, no caso do cumaru, a planta esteja sendo cultivada em laboratório. “A gente está com um produto com critério de qualidade comparável aos produtos nacionais que estão no mercado”, avalia.

Asma

Conforme o Ministério da Saúde, com base em dados do DataSUS, a asma — doença crônica — foi considerada, em 2008, a terceira causa de internação hospitalar no País, com média de 300 mil hospitalizações por ano.

LUANA SEVERO

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