domingo, 26 de junho de 2011

Consumo de drogas em escola preocupa

Brasília. Preocupação nas escolas, o consumo de drogas por estudantes é um desafio para educadores em todo o País. Especialistas recomendam abertura para o diálogo em vez de punição ou posturas moralistas, mas admitem que é difícil lidar com o problema e que as redes de ensino não estão preparadas para isso. Pesquisa realizada pela Secretaria Nacional Antidrogas, do Ministério da Justiça, no ano passado, mostrou que um em cada dez estudantes havia consumido algum tipo de droga nos 12 meses anteriores. Esse índice era maior entre alunos de escolas particulares (13,6%) do que de públicas (9,9%). O levantamento foi feito nas 27 capitais.
O programa de prevenção dos ministérios da Educação e da Saúde, em parceria com a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) e a Universidade de Brasília (UnB), está presente em apenas 1.255 municípios do País - 22% do total. Uma das principais ações é oferecer formação específica a professores de escolas públicas.
A preparação é feita por meio de cursos a distância, com duração de 120 horas. A estratégia, porém, só atingiu 30,7 mil docentes, o que corresponde a 2% do total de profissionais de ensino na rede pública do Brasil.
A professora da UnB, Margô Karnikowski, coordenou uma pesquisa com o objetivo de descobrir como educadores e profissionais da saúde devem enfrentar a questão. Ela ficou surpresa com o alto grau de informação dos alunos acerca dos efeitos das substâncias e mesmo de questões legais, como a quantidade de maconha ou cocaína que diferencia porte para consumo próprio e tráfico.
A coordenadora do Programa Saúde na Escola, Marta Klumb, diz que o diálogo é a chave para abordar o tema e que os professores devem conquistar a confiança. Ela é contra a suspensão de estudantes flagrados usando drogas. "O aluno deve ser acolhido", defende.

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