| Água do Orós deixa de ser levada ao açude Castanhão (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução) |
O açude Orós, segundo maior reservatório de água do Ceará, vai deixar de abastecer as cidades da Região Metropolitana de Fortaleza, segundo definição da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) anunciada nesta quinta-feira (9) na Reunião de Avaliação da Alocação Negociada das Águas dos Vales do Jaguaribe e Banabuiú, realizada em Limoeiro do Norte.
O açude tem atualmente 9,83% da capacidade de armazenamento e será utilizado para abastecer o Vale do Jaguaribe, uma das região que enfrenta grave crise hídrica. Dos 26 açude monitorados pela Cogerh na região, apenas quatro têm mais de 30% da capacidade, e sete estão completamente secos.
O argumento para suspender o abastecimento da Grande Fortaleza por meio do Orós é que a Região Metropolitana da capital recebeu o maior volume de chuvas nos últimos dois meses. As águas do Orós são direcionadas para Fortaleza desde 21 de julho de 2016.
As águas do açude Banabuiú, terceiro maior reservatório do estado, também localizado na região do Jaguaribe, vão continuar realocadas para o Castanhão, responsável pelo abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza. O Banabuiú tem atualmente 0,58% de capacidade.
Com a decisão, as 19 cidades da Região Metropolitana passam a ser abastecidas pelo Banabuiú e o Castanhão, maior reservatório do estado e atualmente com 5,33% da capacidade. De acordo com a Cogerh, esta é a primeira vez que os três maiores reservatórios do Ceará estão com menos de 10% da reserva, desde a fundação do Castanhão, em 2004.
Do G1 CE
Um fato inusitado aconteceu durante a sessão da ultima terça-feira(7) na Câmara Municipal de Russas, quando o vereador Paulo Santiago(PP) fez dois requerimentos não direcionados o prefeito, como é o habitual do poder legislativo e sim a dois vereadores da base de situação, que foram João de Alípio(PTN) e Haroldo Torquato(PRB).
Durante a sessão da ultima terça-feira (7) na Câmara Municipal de Russas, quando o vereador Paulo Santiago (PP) usou a tribuna no grande expediente, cobrou que o serviço público municipal volte a funcionar e fez grave denuncia no que se refere a falta de atendimento aos alunos especiais, que ainda não tiveram suas aulas iniciadas pela não contratação de professores, segundo ele, a medida foi adotada no sentido de promover uma economia de recursos por 90 dias. Lamentou que profissionais da secretaria da educação e do desporto escolar (SEMED) estejam dizendo que isso seja culpa da oposição.