Os ministros acompanharam o relatório do ministro Teori Zavascki que proferiu um voto com mais de 70 páginas enumerando diversas provas da necessidade do afastamento de Cunha, entre elas o de impedir o andamento do processo de cassação que corre contra ele no Conselho de Ética da Casa.
Os ministros destacaram em seu voto que essa decisão se tratava de uma momento excepcional, não uma interferência do Supremo no Poder Legislativo. “Afastar Cunha é uma decisão drástica, para lá de incomum. Esta decisão trata-se de uma excepcionalidade, não é um instrumento de valoração de um Poder sobre outro”, defendeu Dias Toffoli.
O ministro afirmou que estava propenso a votar apenas pelo afastamento de Cunha da presidência da Câmara, e não pela saída do cargo de deputado. Mas, diante dos fatos apresentados por Teori durante a sessão, o ministro reconsiderou.
