
Entrar no mar sem ser machucada. Poder sentir a natureza, contemplá-la com tranquilidade e, finalmente, entender o porquê de estar em uma cadeira de rodas. Esta foi a descrição da fotógrafa Regiane Ataílde, ou como ela gosta de ser chamada: Gigi, uma das primeiras participantes do projeto Praia Acessível. Assim como Gigi, outras pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida, além de idosos, em Fortaleza, vão poder usufruir da praia e tomar banho de mar com a segurança necessária.
A sensação já esquecida, ou nunca sentida, por alguns, já é possível através do projeto Praia Acessível, lançado, ontem, no Aterrinho da Praia de Iracema. O espaço funcionará, com estrutura apropriada e acompanhamento de profissionais capacitados, de quarta à domingo, nos horários de 9 às 14h, em frente ao Hotel Sonata.
Depois de muito tempo sem ter acesso ao mar, como tinha antes de ter sofrido um acidente de moto que a deixou paraplégica, em 2010, Gigi já nem lembrava o quanto gostava. “É uma sensação maravilhosa. Desde sempre perguntei a Deus porque tinha acontecido esse acidente tão grave comigo. Logo eu aceitei (ser cadeirante), logo eu voltei a ser o que eu era, mas sempre me perguntava: Por que fiquei assim? Agora está explicado. É para ajudar aos cadeirantes que precisam de ajuda”, disse emocionada.